segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Foggy lagoon


Why I always find you in the last line of a sepia poem about a story book with tales from Lagoon...


Misty - Tsuyoshi Yamamoto

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

After the storm IV


Pure spirits of the Forest - James Horner

Face ao rescaldo sobre as 720 árvores (375 na Mata, 90 no Parque e 255 no Pinhal de S. Isidoro) que tombaram com o temporal de Janeiro passado e considerando a decisão do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de as vender há, no meu entender, uma opção muito clara e fundamental - no Presente: Investir na reflorestação adequada. 
Com exemplares autóctones de preferência com algum porte e preparados em viveiro para transplantação no caso de espécies de crescimento lento ou, no caso de espécies de crescimento rápido: proceder à plantação de exemplares jovens com pelo menos 3 a 4 metros de altura, na continuidade do que foi feito entre 1999 e 2009. Das cerca de mil árvores jovens que foram então plantadas (para assegurar o futuro da Mata), muitas ficaram incólumes após o vento muito forte mas outras também foram arrastadas pela queda de outras árvores maiores. Seria adequado que a verba que fosse apurada com a venda da madeira fosse totalmente aplicada (reinvestida pois) na reflorestação da Mata dando oportunidade de corrigir ainda melhor o equilíbrio entre as diversas espécies autóctones. Ou seja, será adequado que o Hospital (CHO) não aplique a verba que receber, pelas árvores caídas, noutra área hospitalar mas na recuperação da Mata, Parque (sobretudo neste 2 espaços) e Pinhal de S. Isidoro. Dado o crescimento lento dos espécimes - quanto mais cedo forem plantados mais depressa se devolve a personalidade própria àqueles espaços. Em consequência é urgente as Entidades responsáveis decidirem sobre uma reflorestação correcta que garanta futuro para estes espaços verdes que são fundamentais para a estratégia do Concelho.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Foggy road


O Silêncio

Pego num pedaço de silêncio. Parto-o ao meio,
e vejo saírem de dentro dele as palavras que
ficaram por dizer. Umas, meto-as num frasco
com o álcool da memória, para que se
transformem num licor de remorso; outras,
guardo-as na cabeça para as dizer, um dia,
a quem me perguntar o que significam.
Mas o silêncio de onde as palavras saíram
volta a espalhar-se sobre elas. Bebo o licor
do remorso; e tiro da cabeça as outras palavras
que lá ficaram, até o ruído desaparecer, e só
o silêncio ficar, inteiro, sem nada por dentro.

(Nuno Júdice)


A night so still - Tindersticks

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sobre o aparecimento das primeiras "Boites" (década de 1960) - no eixo Lisboa / Cascais

Reach out I ´ll be there - Four Tops

AS PRIMEIRAS "BOITES" NO EIXO LISBOA / CASCAIS
(DÉCADA DE 1960)

A década de 1960 foi muito importante, para o País, porque se foi “aprendendo” com múltiplas situações sociais que aconteceram e foram fermento para mais tarde na década seguinte surgir o 25 de Abril. A música foi uma das inúmeras peças do “puzzle” social da altura.
No início dos “sixties” os adolescentes agrupavam-se em pequenos “clãs” que frequentavam as festas nas garagens ou em casa de amigos (as) ou nas Casas de Recreio (Algarve, Alentejo, etc.), Clubes (Campolide, Campo de Ourique), Sociedade de Belas Artes, etc. Tudo combinado previamente durante a tarde nos cafés adoptados pela malta nova de casacos de cabedal e camisolas vermelho vivo. Convergíamos para o Londres, o Las Vegas, o Monte Carlo, Café Gelo, Vá-Vá, a Tentadora, a Versailles, o “Bowling” (depois cinema Londres), etc., onde entre jogos de Bowling e uns cafés se aprazava a noite. Ao mesmo tempo assistíamos aos mais velhos partirem para a “guerra de África” ou revoltarem-se na Universidade, e líamos jornais onde se utilizava uma linguagem quase codificada com subentendidos ou de “mensagens” nas entrelinhas - por causa da Censura do regime de então.
“A Lareira” foi a primeira "boite" que conheci em Lisboa. Situada na Praça das Águas Livres, entre Campolide e Campo de Ourique, apresentava-se como uma casa de chá onde se permitia dançar à hora do “lanche”, em 1964, ao som dos discos da época. Muitas das meninas ainda vinham acompanhadas pelas mamãs e o Eusébio era uma presença habitual.
Entretanto, ao mesmo tempo, na linha de Cascais começava a dançar-se em espaços já formatados como “boites”. Em vez das festas nas garagens os grupos de jovens visitam várias “capelinhas” numa mesma noite passando também pelo “Caixote” - junto ao Cinema - forrado com papéis de jornal e onde podíamos assistir à atracção de ver 2 francesas dentro de uma jaula a dançar freneticamente. Depressa se adaptam como "boites" outros espaços que já existiam como a “Ronda” no Monte Estoril (onde actuava desde 1962 o Thilo´s Combo e, mais tarde, o Quinteto Académico) e a “Choupana” na “Marginal” - frequentadas ambas essencialmente por casais já adultos. Os jovens depressa aí se misturam com outras gerações mais velhas penteados com a “banana” à Simone de Oliveira ou risca à Henrique Mendes. Mas o Palm Beach era a preferida pela Juventude e onde se podia conviver com jovens inglesas e francesas ao mesmo tempo que se desfrutava de um eventual romance “com vista para o mar”. Ao mesmo tempo que arde o Teatro D. Maria II e cai a cobertura da Estação do Cais do Sodré, têm lugar no Teatro Monumental, concursos de Rock, Twist e, mais tarde de Yé-Yé ou de mini-saias (em 1967) - fornecidas pela casa Porfírios na baixa alfacinha. Bem perto desta casa de espectáculos havia também o Porão da Nau. Noutro registo: convívio durante a ceia com muitos dos (as) nossos (as) artistas em cena pelos teatros da capital.
Mas, em 1965, ao mesmo tempo que se começam a erguer urbanizações em redor de Lisboa (Reboleira, etc.), os Centos Comerciais (o "Sol a Sol" na Av. da Liberdade foi o 1º. Os jovens passavam por lá a comprar "posters" psicadélicos e o novo aroma: Aqua di Selva.) e os Supermercados (o Modelo no Saldanha foi o 1º) iniciam a sua ascensão nos hábitos dos Portugueses, dá-se uma sucessão de inaugurações de novas "boites" - aumentando o leque de oferta e condicionando definitivamente os novos hábitos dos jovens. Em Fevereiro abre o célebre Caruncho (no Lumiar). Por aqui passam os Sheiks, o Quinteto Académico, os Claves e o consagrado cantor francês Nino Ferrer. Está na moda uma nova água-de-colónia masculina - quase todos cheirávamos a “Tabac” - e eram muito populares músicas como o “Winchester Cathedral” dos John Smith and The New Sound, o “Green green grass of home” do Tom Jones e o “Reach out I´ll be there” dos Four Tops.
Surge ainda o Calhambeque na Avenida de Roma e, finalmente, ainda em 1965, é inaugurado o mítico “Van Gogo”, onde se dança o “Guantanamera” e o som do Barry White. Mais “selecto” (decorado por Pedro Leitão) proporciona a muitos terem garrafa de whisky (sem ser de Sacavém) que lhes assegura o acesso. Só entra quem é conhecido ou faz parte do círculo do dono, o Manecas Mocelek, uma figura marcante no mundo das "boites" da década de 1960. Fica para a história o impedimento da entrada a Gina Lollobrigída vinda da festa milionária dos Patino - porque não pertencia à elite habitual.

Guantanamera - The Sandpipers

Em 1966, ao mesmo tempo que eram celebrados os “magriços” da selecção nacional - que ficou em 3º lugar no Mundial de Futebol, já os Beatles e os Stones reinavam há muito nas pistas de dança, surge (Agosto) uma das “mecas” da juventude noctívaga e dançante: o “Pop Clube” criado por Fenando Jorge Correia (mais tarde “Primorosa de Alvalade” - a partir de 1974) junto à Av. Estados Unidos da América e, em 1967, abre (em Maio), em plena “era psicadélica”, o sofisticado “Relógio”, na Lapa (às Janelas Verdes) decorada pelo dono (o artista plástico Francisco Relógio) - e que mais tarde (1970) seria transformada nos “Stones” (também de Manecas Mocelek). Usava-se a colónia “Sir” e dançava-se “San Francisco” de Scott Mckenzie.
Em 1968, no mesmo ano em que Salazar cai da cadeira, Manecas Mocelek, toma conta do Ad Lib - no 7º andar de um prédio da Rua Barata Salgueiro, decorado por Pedro Leitão (em estilo oriental) e onde eventuais “ meninos e meninas bem” impregnados de “Eau Sauvage” da Dior chegavam de elevador para se aconchegarem no vermelho do ambiente e nas cadeiras em círculo forradas a pele. É uma das "boites" obrigatórias” da noite. Apesar do som de Isaac Hayes começava a surgir outra tendência musical que faria vingar, na década seguinte, o “Disco- Sound” e que seria acentuada pelo supracitado “Stones” (com whisky a 50 escudos), depois de, em 1969, o 1º homem ter pisado a Lua e o País sobreviver a um violento sismo. Manecas Mocelek viria ainda a criar, na década de 1980, o "Bananas"em Alcântara.
É claro que terminada a “festa” e depois de passarmos por diversas “boîtes” acabava-se a noite a comer as célebres bolas de Berlim na padaria das traseiras do Van Gogo, no Cacau da Ribeira ou a cear pelo Cantinho dos Artistas no Parque Mayer - depois de dar um pulo á Galeria 48 na Avenida da Liberdade para ouvir a Maysa Matarazzo, ou de ter mergulhado no “bas-fond” do cabaré Ritz Club, da rua da Glória, onde se assistia ao strip de madonas “Fellinianas”, antes de irmos ver o nascer o dia no miradouro do Jardim de S. Pedro de Alcântara.
E as manhãs eram sempre radiosas… 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

About Wings


A song in the last light
Before the sleep
Wings of desire
Watching the wind
Tasting the sky
Because you look like rain


To sleep on Angel´s wings - Kevin Kern

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

After the storm III


Ainda alguns aspectos - agora em Preto e Branco - sobre a desolação e destruição que ficou na Mata das Caldas da Rainha depois da tempestade já citada em "posts" anteriores.

De Profundis -Arvo Part

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CONCURSO DE BLOGUES

Com a conclusão do Concurso de Blogues organizado pelo blogue Aventar informamos que ficámos em 2º lugar na categoria de Cultura (uma surpresa já que nos assumimos sobretudo como blogue “fotográfico”) e em 5º lugar na de Fotografia. Em consequência não podia deixar de tecer algumas considerações finais:

1 - Agradecer vivamente e reconhecido pela simpatia de todos (as) amigos (as) que votaram persistentemente e diariamente no HEAVENLY - apesar das dificuldades técnicas quase constantes que enfrentaram. Para além da existência de um sistema de votação que se foi tornando cada vez mais complicado, duvidoso e desmobilizador, houve ainda o azar de ter sido a região Oeste uma das mais afectadas, pelo temporal que assolou o País, e durante 3 dias da última da última e decisiva semana - deixou de haver Net para muita gente bem como os votos que adviriam desses utilizadores. Ora é precisamente na Região Oeste que tem epicentro o nosso blogue e onde reside a sua maior “área de influência”. Um abraço do coração para quem esteve ao nosso lado até ao fim.

2 - Foi evidente ao longo do Concurso, em várias categorias, que os mais votados não foram em muitos casos necessariamente os melhores - sendo certo pois que não ganharam, em muitas categorias, os blogues que apresentavam mais interesse, qualidade, etc.. Teria sido desejável a intervenção de um Júri na 2ª fase do Concurso - sugestão que deixei aos organizadores.

3 - Foi positivo o Heavenly ter recebido um número muito elevado de visitas durante o Concurso ficando mais conhecido na blogosfera e com mais “amigos” que nos visitarão também no futuro. Houve mesmo alguns blogues que tiveram a simpatia de nos citar como exemplo de qualidade - o que também é gratificante.

Bem hajam

Vasco Trancoso

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

After the storm II

MataRainha D. Leonor - Caldas da Rainha

Lacrimosa - Zbigniew Preisner


Ainda no rescaldo do temporal com rajadas de vento rondando 120km durante cerca de 20h - que assolou o País em 18 e 19 neste mês de Janeiro, apresentamos também algumas fotos dos seus efeitos no Património importante que é a Mata das Caldas da Rainha. Contabilizam-se neste momento 375 árvores que tombaram na Mata após as suas raízes cederem numa terra com pouca sustentabilidade dado estar empapada de água das últimas chuvadas. Entre outros veneráveis espécimes que foram “arrancados” da terra contam-se vários Eucaliptus Globulus, referenciados como os únicos exemplares desta variedade na Península Ibérica, que foram plantados, em 1889, por Rodrigo Berquó. Alguns destes eucaliptos teriam mais de 50m de altura. No meio desta verdadeira tragédia tive a oportunidade de verificar que algumas das "joias" principais da Mata com mais de 300 anos ficaram de pé - mormente um Carvalho (ver “post” de 26-9-2009), um Pinheiro manso (ver “post” de 24-9-2009) e um Cedro gigante (ver “post” de 22-9-2009) que são exemplares de grande importância e raridade pela sua idade e porte fora do comum. Perdemos muitos amigos. No Parque contabilizaram-se 90 exemplares caídos e 255 no Pinhal de S. Isidoro. Continuamos de Luto.
Obsv.: Os números finais com os totais dos diferentes tipos de árvores que tombaram indicam:
Pinheiros - 269
Acácias da Austrália - 174
Pitósporos - 84
Loureiros - 80
Cedros - 63
Eucaliptos - 24
Carvalhos - 11
Plátanos - 8
Sobreiros - 2
Tilias - 2
Alfarrobeira - 1
Choupo - 1
Zambujeiro - 1
Total: 720 árvores 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

After the storm

Parque D. Carlos I - Caldas da Rainha


Bested Bones - Thomas Feiner & Ulf Jansson


Após o temporal (com rajadas de vento atingindo 120km/hora durante cerca de 20h) que ocorreu no fim de semana passado a paisagem no país era desoladora. O Parque D. Carlos I não fugiu à regra. Árvores centenárias ou raras - todas respeitáveis seres vivos que estimávamos e com quem nos cruzávamos quase diariamente - tombaram às dezenas. Doeu e dói muito. Como se de repente perdêssemos muitos familiares que amávamos. Curiosamente ao fundo os Pavilhões erigidos por Berquó na transição dos Séculos XIX e XX - Assistiram a tudo sem deixar cair sequer uma pedra. Como se, após várias vezes a terra tremer e após ventos ciclónicos - durante mais de um século, quisessem desmentir afinal os alarmes que se fazem frequentemente ouvir - sobre a sua eminente queda . Na Mata o panorama com árvores partidas ou arrancadas é semelhante. Estamos de Luto. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rainy time

Rain and tears - Aphrodite Child


Sombras molhadas inclinadas passam entre reflexos de chapéus e gabardinas aladas nos espelhos de água que cobrem o asfalto sussurrando silêncios no vidro da memória onde escorre a música das gotas das chuvas da infância a baterem na janela da melancolia nas tardes onde nada apetece. Chove.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

An angel on the garden

Song of the angel - John Tavener


CONCURSO DE BLOGUES DO AVENTAR. 
RESULTADOS DA1ª FASE. AGRADECIMENTO.
O blogue HEAVENLY ficou 2º lugar na categoria de Cultura e em 3º lugar na de Fotografia/Fotoblogs - mas entre os 5 primeiros - apurados agora para a 2ª fase de votação. Na 1ª semana começámos com 2 dias de atraso e com cerca de 100 votos a menos que os outros concorrentes (46 na Fotografia). Ontem ficamos sem Internet, no Distrito, devido ao temporal. Por isso os resultados (somatório das 2 semanas anteriores - aparecendo durante os últimos dias de votação apenas os da semana que passou ) são positivos apesar dos contratempos e permitem-nos encarar a 2º fase do Concurso com confiança nas votações dos (as) amigos (as) do HEAVENLY - aos quais se deve os resultados.
É pena a categoria ser de blogues Fotográficos/“Fotoblogs”. Não são comparáveis blogues que encaram a Fotografia enquanto Arte ou expressão artística com outro tipo de blogues que por definição apresentam fotografias antes centradas apenas em descrever para determinado público as suas experiências do dia-a-dia (embora uns possam manter preocupações estéticas outros podem surgir num registo “big brother”- que têm grandes audiências e votos mas em que o critério estético não é fundamental). Basta "visitar" os 5 para darmos contas das enormes diferenças.
A partir de hoje 2ª feira (às 0h) começam diariamente (1 voto de 24 em 24h de cada computador, Ipad ou telemóvel) os 5 blogues finalistas novamente a ser votados. Mas agora na linha de partida todos com zero votos. Continuam a ter que clicar na bolinha antes do nome do blogue e no rodapé do quadro de votação clicar em VOTAR. A votação terminará às 23h 59m de dia 25. Será preciso muito empenho e esforço.
Agradecemos pois, vivamente e sensibilizados, a persistência, o carinho e simpatia de todos quantos nos apoiaram na 1ª fase - sem os quais não teria sido possível o resultado obtido. Continuo a contar com todos. Com os “anjos no jardim" do HEAVENLY. Abraço forte.Bem hajam.
O Link para votação em ambas as categorias (Cultura e Fotografia) é:
http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-2a-fase

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Dettagli


Detalhes
Fugazes
Descobertos
Clareiras de vento e luz
Milagres do quotidiano
Princípio e fim 
Harmonia bem perto
A Beleza do universo
Num relance
Grandioso
Sempre

Dettagli - Ornella Vanoni

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Walking


Keep walking, though there’s no place to get to.
Don’t try to see through the distances.
That’s not for human beings.
Move within, but don’t move the way fear makes you move.
Today, like every other day, we wake up empty & frightened.
Don’t open the door to the study and begin reading.
Take down a musical instrument.
Let the beauty we love be what we do.
There are hundreds of ways to kneel and kiss the ground.
( Rumi)

Love Theme - Terence Blanchard

Nota - A fotografia supra acabou de ser nomeada como fotografia da semana na página de Fotografia do Facebook - "A Top Group", surgindo como foto de perfil.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Satues on the beach

Somewhere
There is a beach
Where rocks become Gods
Where what you seek is seeking you
I'll meet you there

Ég anda (eu respiro) - Sigur Rós

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Vigília

Esperando que saia fumo branco 
na chaminé do relançamento do Termalismo Caldense

 
Vamos Cantar as Janeiras - Grupo Folclórico Vila Pereira

No dia 5 de Janeiro de 2013 a população participou em Vigília, proposta pela Comissão de Utentes - Juntos pelo Nosso Hospital, mostrando, no Largo do Hospital Termal das Caldas da Rainha, a genuína indignação por décadas de indecisão do Ministério da Saúde em relançar o termalismo Caldense bem como a sua preocupação com o modelo que será implementado no futuro para a Estância Termal – atentos os documentos com a proposta da ARSLVT e as afirmações que vieram a público por parte do Ministro da Saúde. O evento terminou com todos a cantar as Janeiras.

NO MEU MODESTO ENTENDER PARECEM-ME ESSENCIAIS AS SEGUINTES PREMISSAS (A NÃO ABDICAR) A SEREM TOMADAS EM CONTA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA A CRIAÇÃO DE UMA NOVA ENTIDADE GESTIONÁRIA PARA O TERMALISMO CALDENSE.

1 – PROSECUÇÃO DE FINS ALTRUÍSTAS SEMPRE NO INTERESSE PÚBLICO, MORMENTE O DE PERPETUAR A CONSERVAÇÃO, RECUPERAÇÃO E VALORIZAÇÃO FUNCIONAL DO PATRIMÓNIO TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA
2 – MANUTENÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA ACTIVIDADE TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA NAS SUAS DIFERENTES VERTENTES (SAÚDE E LAZER).
3 – MANUTENÇÃO DA UNICIDADE DE TODO O ACTUAL PATRIMÓNIO TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA, NÃO DEVENDO SER SEPARADA E ATRIBUÍDA/AFECTA A RESPONSABILIDADE E GESTÃO DE QUALQUER DAS SUAS PARTES A ENTIDADE (S) ISOLADA (S).
4 – AUTONOMIA GESTIONÁRIA DESSA EVENTUAL ENTIDADE A CRIAR (Aliás decorre do próprio Diploma que criou recentemente o Centro Hospitalar do Oeste).
5 - EXISTÊNCIA DE ACTIVIDADE CLÍNICA - MORMENTE HIDROLOGIA, REUMATOLOGIA E FISIATRIA.
6 – PROTOCOLOS DE ARTICULAÇÃO FUNCIONAL, ENTRE A VERTENTE DISTRITAL E A TERMAL, BENEFICIANDO OS DOENTES DO H. DISTRITAL DAS VANTAGENS DO H TERMAL E BENEFICIANDO OS TERMALISTAS DOS SERVIÇOS DO H. DISTRITAL.
7 – GARANTIR QUE EXISTIRÁ SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA E A VIABILIDADE ECONÓMICA DA ENTIDADE A CRIAR, ATRAVÉS DE ESTUDO QUE TERÁ QUE CONSIDERAR E CONSULTAR ENTIDADES NÃO SÓ LOCAIS E NACIONAIS MAS TAMBÉM ESTRANGEIRAS, E AVALIAR TAMBÉM OS DIFERENTES TIPO JURÍDICOS POSSÍVEIS NO MODELO A CRIAR.
8 – O PATRIMÓNIO TERMAL AFECTO À NOVA ENTIDADE A CRIAR PERTENCERÁ SEMPRE AO ESTADO, PODENDO, NO ENTANTO SER POSSÍVEL A CELEBRAÇÃO DE CONTRATOS DE CONCESSÃO OU PROTOCOLOS DE UTILIZAÇÃO, COM OUTRAS ENTIDADES, DE ALGUNS BENS PATRIMONIAIS COM EXCEPÇÃO DO HOSPITAL TERMAL BEM COMO O PARQUE E MATA DAS CALDAS, AS IGREJAS A CAPELA E O MUSEU DO HOSPITAL.

domingo, 6 de janeiro de 2013

The statue


Dimanche

Entre les rangées d'arbres de l'avenue des Gobelins
Une statue de marbre me conduit par la main
Aujourd'hui c'est dimanche les cinémas sont pleins
Les oiseaux dans les branches regardent les humains
Et la statue m'embrasse mais personne ne nous voit
Sauf un enfant aveugle qui nous montre du doigt.

(Jacques Prevert)

We have all the time in the world - Louis Amstrong

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

The red seeds


Perfect day - Valdi Sabev
*****

I must say humbly that during all my life I forgot many times to look through the windows of my heart. Now I´m still learning to look for the Love hidden inside it. Everyday I´m recognizing more and more opportunities to open doors bringing it to Outside and Outside to Inside.
This first morning of 2013 was sunny and I was walking as usual at forest near my house and felt for the first time, after many years, that the avenue full of fallen leaves I was crossing could be my own Autumn avenue waiting for the wind to blow the leaves away. And contrasting with all the colors all around I found some red seeds glowing and seeming as if they have some light inside. I felt it like another signal telling me it was one heart´s door open. And Love flows. Compassion for all my brothers and sisters suffering (physical and psychological) at this very moment worldwide from severe and unimaginable diseases or wounds. No party time or laughs but time to send my “red seeds” to them telling they are loved inside my heart and that´s the time to have not fear of the Fear. There´s no frontiers for Love because we are one and what we feel are reaching all the others. Let´s send more and more “red seeds” to everyone and the Love´s tree will grow on mother Earth. 

Rumo a 2013


Circus theme music
*****
Na praça molhada de tristeza ecoa a sirene desesperada de uma ambulância enquanto o homem bala voa no pensamento acampado no circo da vida onde procuramos o nosso verdadeiro papel. Disparados para um alvo incerto pelo canhão do espectáculo da crise anunciada. Aqui vamos nós num tiro sem rede e sem rumo no meio do nevoeiro de fim de ano em que “the show must go on” como anuncia um grupo de palhaços pobres a fazerem de palhaços ricos (ou será o contrário?). Riem enquanto vamos morrendo todos nas jaulas das feras orquestradas por domadores que já não sabem o que fazem. Não há brindes que cheguem para esconder esta campanha alegre e suicidária onde se morre a cantar.