White shadow - Yruma
sexta-feira, 26 de abril de 2013
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Chão de sementes
Stardust - Nat King Cole
Como habitualmente, nesta
época do ano a Mata e o Parque proporcionam-nos um tapete feito das sementes
alaranjadas dos seus Plátanos - como se caminhássemos sobre estrelas
minúsculas que, o vento leva em nuvens esvoaçando em redor. A este propósito
recordo uma caricatura feita por Rafael Bordalo Pinheiro, no António Maria de
10/01/1895, com Rodrigo Berquó (então Administrador do Hospital Termal) de
catana na mão procurando cortar os plátanos do Hospital. Este desenho surge na
sequência de uma notícia, publicada no Século de 5 de Janeiro desse ano, dando
conta que Berquó consultara o Governo sobre a eventualidade da arborização
abundante de Plátanos nos espaços verdes do Hospital - poder prejudicar a Saúde
Pública. De facto hoje sabemos que as grandes quantidades de pólen produzido
pelos plátanos prejudicam as vias aéreas de pessoas com doenças do foro
alérgico (Rinites, Sinusites, Asma) e respiratório. Claro que também logo ali
ao pé se encontra o remédio através de inalações das águas termais sulfúreas de
características únicas. Bom passeio pois... sobre a poeira das estrelas.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Sea of sand II
From the beginning there is a link between your heart and
mine
Let´s find it
Unbecome - Azam Ali / Vas
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quarta-feira, 17 de abril de 2013
segunda-feira, 15 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quarta-feira, 3 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Les oranges II
O sabor das laranjas de ontem renasceu-me
nas laranjas que hoje colhi. Com o mesmo ritual de outrora descasquei devagar com
os dedos que depois separaram os gomos e provei com deleite o seu sabor doce acidulado
e fresco como se estivesse sentado na calma da sombra de uma árvore até ficar
todo impregnado de perfume de laranjas e fosse a correr depois pelo campo até encontrar no outro lado do pinhal outros lábios a saber ao sol e à alegria.
L´orange - Gilbert Becaud
sexta-feira, 22 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
The Box
Inside The Box
We live
We act
And we think
There will be
A better world
Outside the Box
But there´s no one
On the beach
Outside the Box
Desert cold - Simon Blooom
sexta-feira, 15 de março de 2013
Sea of sand
Si tu savais mes nuits… rien
Si tu savais mes rêves… rien
Si tu savais mes rires… rien
Si tu savais mes joies… rien
Mais si seulement tu savais la taille de mon âme…
La taille de mon âme - Daniel Darc
quarta-feira, 13 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Wind on water
When the
Love blows
Over the
lake inside your heart
Undress
and caress it
And let
the water door wide open
Wind on water - Robert Fripp and Brian Eno
sexta-feira, 8 de março de 2013
Kaos
Symphony Nº3 (Symphony of Sorrowful Songs) - Henryk
Górecki
A CRISE E OS PORTUGUESES A PROPÓSITO DE UM LIVRO
Muitas vezes a propósito de um
livro escreve-se que este é obrigatório ou seminal. No caso de “Kaos” obra
póstuma (1981) de Ruben A. será verdade.
Ruben A. (Rúben Alfredo
Andresen Leitão) foi (1920-1975) um escritor para o qual muita gente não estava
(está) preparada e por isso pouco descoberto. Um caso ímpar, em Portugal, na
escolha dos temas, no humor fino e no arrojo e originalidade da escrita.
O tema de “Kaos” é perfeitamente actual e atravessa e atravessa-nos neste momento, na casa em que vivemos que é este nosso País, em que só as moscas são diferentes numa tragicomédia em que idealismo e ganância, patriotismo e conveniência, tendem a confundir-se por distracção ou ausência de Culturiosidade, fingindo-se que não se percebe ou não se dá por isso.
As 250 páginas avassaladoras de “Kaos” disparam ininterruptamente rajadas de frases que atingem em cheio o córtex frontal da mentalidade portuguesa. Apesar de descrever o País entre 1900-1916,mistura Passado e Presente. Vasco Pulido Valente referiu (e bem desta vez) que “O Kaos é aparentemente a República. Mas também é 1820, o Liberalismo, a Revolução (1974), Portugal”.
O tema de “Kaos” é perfeitamente actual e atravessa e atravessa-nos neste momento, na casa em que vivemos que é este nosso País, em que só as moscas são diferentes numa tragicomédia em que idealismo e ganância, patriotismo e conveniência, tendem a confundir-se por distracção ou ausência de Culturiosidade, fingindo-se que não se percebe ou não se dá por isso.
As 250 páginas avassaladoras de “Kaos” disparam ininterruptamente rajadas de frases que atingem em cheio o córtex frontal da mentalidade portuguesa. Apesar de descrever o País entre 1900-1916,mistura Passado e Presente. Vasco Pulido Valente referiu (e bem desta vez) que “O Kaos é aparentemente a República. Mas também é 1820, o Liberalismo, a Revolução (1974), Portugal”.
Ruben A. relata, num registo
alucinante e propositadamente tresloucado/irónico, a loucura mansa da realidade
Portuguesa. Sem moralismos ou orgulhos serôdios - desnuda a alma lusitana como
quem disseca na aula de biologia as manhas e certezas de um qualquer animal.
Num diagnóstico terrível sobre o panorama nacional em que os tipos de pessoas
renascem constantemente em cada geração como actores cujo guião é fazer mais do
mesmo para nada mudar ou mudar muito pouco. Assim, periodicamente, o País é
inundado pelo medo e, em vez de nadar, fica paralisado prestes a afogar-se. Então
só consegue recorrer a tiques que ficaram do tempo da Inquisição - que se sente
ainda - invisível a serpentear pelas ruas onde se vocifera, se denuncia e se
diz mal - a cavalo na inveja e na vingança -, onde ninguém liga aos cardumes de
problemas e à desolação dos outros. Nas páginas do livro, onde ontem e hoje se
confundem em cenários surreais, Comemora-se na véspera a data de revoluções que
se espera acontecer, e reunimos muito, vigiamos e falamos diariamente uns com
os outros sentados na hipocrisia, no desejo de vencer sem trabalhar, a assistir
à trafulhice organizada, à pandilha que governa, ao compadrio descarado e à
corrupção constante e quase nunca punida porque o único dos gatunos que foi
acometido de doença súbita e morreu foi impossível de identificar na casa
mortuária da Justiça.
Implacável, Ruben A. refere
que serve apenas para ver e fazer ver numa procura no dentro de um nós que é
eu. Quem mergulhar nas primeiras dezenas de páginas fica envolvido pelo ritmo
acelerado das frases e mergulha ainda mais no esplendor da escrita sem saber
como regressará depois. Atreva-se e descubra um dos grandes livros de sempre da
Literatura Portuguesa.
quarta-feira, 6 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
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