segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Senhor da Pedra


Existem diversas lendas na região que justificam a construção do Santuário. Possuem em comum a acção milagrosa de uma antiga cruz de pedra com a imagem esculpida de Cristo crucificado, hoje exposta no altar-mor da igreja. A mais popular esclarece que na década de 1730, vivendo a região uma prolongada seca, com grandes prejuízos para a agricultura, um lavrador foi chamado pela imagem, que se encontrava escondida num combro por entre silvados, em terreno da Colegiada de Santa Maria de Óbidos, junto à estrada que ligava esta vila às Caldas da Rainha. A imagem "clamou-lhe" veneração, o que o lavrador cumpriu juntamente com alguns outros populares, tendo vindo a chover.
A tradição narra que aquela pequena escultura ali havia sido colocada pela própria rainha D. Leonor, para indicar o caminho das águas curativas da Caldas, tendo-se tornado objecto de veneração à época, mas tendo depois caído no esquecimento. Com a sua redescoberta pelo lavrador e o "milagre" subsequente, a imagem voltou a ser objecto de devoção popular, tendo sido erigida uma capela de madeira para albergar a imagem.
Em 1737 foi feita a oferta simbólica da primeira moeda de esmola para a construção de um novo templo que albergasse a imagem milagrosa do Senhor Jesus da Pedra, de modo que, com risco do arquitecto capitão Rodrigo Franco, da Mitra Patriarcal, em 1740 foi lançada a primeira pedra do templo, dedicada a São Tomé Apóstolo, por D. José Dantas Barbosa, arcebispo de Lacedemónia, ministro da cúria patriarcal, juiz das justificações de genere e delegado de D. Tomás de Almeida, cardeal patriarca.
Em 1742 João V de Portugal inicia os seus tratamentos no Hospital Termal Rainha D. Leonor, passando a visitar frequentemente a imagem do Senhor Jesus da Pedra, pela qual tinha grande veneração, ofertando-lhe avultadas esmolas.
Com esses auxílios, em 1747 iniciam-se as solenidades de inauguração do Santuário, com a chegada a Óbidos do arcebispo de Lacedemónia, e recepção junto ao Santuário, onde foi proferida uma oração. O arcebispo visitou a Família Real em Caldas da Rainha, comunicando ao rei as datas previstas para as celebrações. O soberano deu o seu aval e ordenou que o tesouro da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo fosse posto à disposição para as cerimónias
Em 1751 registou-se a conclusão da abóbada de cantaria da torre do lado Norte.
Posteriormente, em 1764, o escultor Joaquim da Silva Coelho, de Alcobaça, executa a série dos Apóstolos para o Santuário.
(Fonte: Wikipedia) 

domingo, 21 de setembro de 2014

Can you hear me?

Por vezes reconhecemos que um dos outros em nós está a morar na casa do Silêncio.

sábado, 20 de setembro de 2014

Great!!!

Após cerca de 5 anos e meio de publicação, com mais de 131 mil visitas de dezenas de países e com um livro Heavenly editado o nosso blogue renova-se com novo figurino em que as imagens adquirem maior protagonismo e disponibiliza em cada publicação novas funcionalidades. Há uma nova imagem a acompanhar o título do blogue – eventualmente a ser substituída ciclicamente quando tal se justificar.
Com formação fotográfica em plena época dourada do analógico só desde 2009 aceitámos, não sem alguma desconfiança, o desafio do formato digital. Após um início em que fotografámos com uma pequena máquina digital de bolso, fomos realizando imagens com material cada vez mais diferenciado – mormente desde há um ano a esta parte. A edição (e em consequência a qualidade) das fotografias mereceu uma evolução acentuada desde o início deste ano – em que passámos a utilizar o Lightroom 5.6.
Aproveitamos para agradecer a todos (as) quantos (as) nos tem continuado a dar o privilégio da sua visita e dos seus comentários e sugestões. Esperamos continuar a merecer a Vossa companhia.

Great!!!!!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Escada e a Vida


A escada pode ser utilizada como metáfora da e na Vida. Durante a nossa existência umas vezes subimos e outras descemos. Por vezes corremos alegremente e outras arrastamo-nos lentamente. Há degraus bons e degraus que nos causam dor. Umas vezes encaramos com esperança os próximos lances, outras percorremo-los penosamente. Há alturas que é difícil perceber se vamos a subir ou a descer. Após lenta ascensão, na última fase da Vida, é com algumas dúvidas e ou receios que enfrentamos os seus últimos degraus. Será que vamos encontrar alguma porta? Aberta ou fechada? E depois haverá um depois?

Get Out (from Leaving las Vegas) - Mike Figgis

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

City walls

I have run
I have crawled
I have scaled these city walls
These city walls
Only to be with you

I still haven´t found what I´m looking for - U2

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Na Brasileira do Chiado

A “Brasileira do Chiado” foi fundada (1905) por Adriano Telles que, vindo do Brasil, importava o café sem dificuldades. Em 1908 faz uma remodelação, criando então a cafetaria. Com as liberdades de reunião e associação proclamadas pela instauração de República Portuguesa, e a instalação do Directório no Largo de S. Carlos (entretanto rebaptizado Largo do Directório, precisamente no 1º andar do edifício onde nasceu Fernando Pessoa), A Brasileira torna-se um dos cafés mais concorridos de Lisboa.
A partir dessa época A Brasileira tornou-se o cenário de inúmeras tertúlias intelectuais, artísticas e literárias. Por lá passaram os escritores e artistas, reunidos en torno da figura do poeta-general Henrique Rosa (tio adoptivo de Fernando Pessoa), que viriam a fundar a Revista Orpheu.
Em 1925 a Brasileira passa a expor onze telas de sete pintores portugueses da nova geração, que então frequentavam o café: Almada Negreiros, António Soares, Eduardo Viana, Jorge Barradas (com dois quadros cada), Bernardo Marques, Stuart Carvalhais e José Pacheco. Este «museu» foi renovado em 1971, com onze novas telas de pintores da época: António Palolo, Carlos Calvet, Eduardo Nery, Fernando Azevedo, João Hogan, João Vieira, Joaquim Rodrigo, Manuel Baptista, Nikias Skapinakis, Noronha da Costa, e Vespeira. 
Com toda a importância que teve na vida cultural do país, A Brasileira do Chiado mantém uma identidade muito própria, quer pela especificidade da sua decoração, quer pela simbologia que representa por se encontrar ligada a círculos de intelectuais, escritores e artistas de renome como Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Santa Rita Pintor, José Pacheco ou Abel Manta, entre muitos outros. A assiduidade de Fernando Pessoa motivou a inauguração, nos anos 80, da estátua em bronze da autoria de Lagoa Henriques, que representa o escritor sentado à mesa na esplanada do café.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A Inspiração

Escultura de Carrier-Belleuse. Le Maître de Rodin. Une exposition présentée au Château de Compiègne (22 mai - 27 octobre 2014). Albert Ernest Carrier-Belleuse (1824-1887) fut l’un des sculpteurs les plus célèbres du Second Empire.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

As gloriosas máquinas assassinas

A invasão de estradas e veículos colidem com a Natureza todos os dias.
É constante o sacrifício dos animais que ainda vivem sob a ordem natural.
Sob o rodado de gloriosas máquinas assassinas.