segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Voyage to Nowhere

Na imagem observa-se uma draga "estacionada" na Lagoa de Óbidos desde Março deste ano. Tem constituído fonte de polémica já que a Lagoa precisa de intervenções de dragagem urgentes (não só da Aberta mas de outros pontos com grande assoreamento e em risco de desaparecerem - como os Braços da Barrosa e Bom Sucesso) e há draga mas não há dragagens. Tendo o Instituto da Água informado, em Maio, que aguardava o Visto do Tribunal de Contas, espera-se que este caso "aberrante" tenha solução breve já que estamos no final de Setembro e terminou a estação balnear nas Caldas e no Ministério.

Never Never Never - David McAlmont

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Apontamentos sobre uma década do Termalismo Caldense I

Pavilhões do Parque D. Carlos I  - integrados na Estância Termal das C. da Rainha

Dreams are more precious - Enya

Após ter Iniciado funções, em 1999, como Presidente de novo Conselho de Administração do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR) - que era constituído pelo H. Distrital e por todo o Património da Estância Termal das C. Rainha -, e tendo-me reformado, em 2009, cerca de 10 anos depois, aqui vão (em vários “posts”) algumas recordações (obviamente “telegráficas”) dessa década em que o Termalismo nas C. Rainha atravessou uma fase importante da sua história.
Quando comecei aquelas funções, o H. Termal encontrava-se encerrado, desde Janeiro de 1997, com as redes de adução (entre o furo AC2 e o H. Termal) e de distribuição (no interior do balneário) contaminadas com Pseudomona Aeruginosa (bactéria difícil de erradicar) – e que tinha resistido às diversas tentativas anteriores de exterminação – inclusive com recurso a empresas contratadas para o efeito.
Apesar de muitos considerarem na altura a situação irresolúvel, já que o problema durava há mais de 2 anos, assumi a tentativa de a resolver, tendo sido coadjuvado por alguns responsáveis do H. Termal e, após determinação superior, com a Direcção Geral de Equipamentos em Saúde e uma empresa especializada, com quem fui reunindo frequentemente.
Após aquela data, com o apoio do Ministério da Saúde (Dr.ª Mª de Belém Roseira) e em cerca de um ano, foram (após uma primeira fase diagnóstica) colocadas 2 novas redes de adução em Polietileno de Alta densidade integradas em caleira de betão armado e novos colectores de água.
Entretanto a grande novidade foi a sugestão dada por nós (CHCR) durante aquelas reuniões, para se colocar uma nova rede de distribuição em aço Inox 316L, no primeiro andar do H. Termal, permitindo uma desinfecção com vapor de água a cerca de 120 graus - ao contrário da canalização em plástico que se deterioraria com aquela temperatura. Ou seja as bactérias (mesmo protegidas por filmes biológicos) morreriam “cozidas”. Pela 1ª vez surgia uma metodologia, de desinfecção diária, com eficácia a 100%.
Em consequência, desde Agosto de 2000, a água mineral natural das Caldas da Rainha passou a circular novamente sem aquela bactéria, no 1º andar do sector de balneoterapia, após cerca de 3 anos de encerramento, beneficiando os termalistas e renovando a esperança no Termalismo Caldense.
Depois foi iniciado – mas não terminado – um ciclo de acções para a reabilitação da actividade termal – que irei procurar descrever sucintamente em próximos “posts”.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

About clouds XXXII


They say there is a window from one heart to another
How can there be a window where no wall remains?
(Rumi)
Ne me quittes pas – Jacques Brel

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Wave (Into the Light)

There´s a wave in our hearts
Where a light is glowing

Feel and share


Lux Aeterna - Terje Rypdal

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Summer´s gone

Quand viens la fin de l´ Été / Derniers Baisers - Les Chats Sauvages

A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,

a boca espera
(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)

espera o ardor
do vento
para ser ave,
e cantar.
(Eugénio de Andrade)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O Relançamento do Termalismo Caldense II

Os Pavilhões do Parque continuam a ser uma peça patrimonial importante (e controversa) entre todas as que constituem a Estância Termal das Caldas da Rainha

Exogenesis Symphony Pt 1: Overture by Muse
-
A Imprensa local publicou a semana passada um Estudo (prévio?) feito pelo ISCTE-IUL no sentido de se relançar, finalmente, o Termalismo nas Caldas da Rainha. Como não transparece que é a versão definitiva do Estudo/Proposta não me parece oportuno analisar e ou pronunciar-me, actualmente, sobre o mesmo.
No entanto não posso deixar de anotar o aparente “pessimismo” que se verifica na introdução.
Quando se refere “Os últimos cento e vinte anos das Termas das Caldas da Rainha, as propostas dos últimos trinta sobre o Património do Hospital Termal e alguma tradição nacional sobre Estudos confirmam a possibilidade do presente Estudo do ISCTE - IUL não ser implementado e ser arquivado…”
…” dado que “foram elaborados quatro Planos de Reforma, como tentativas de impor nova estratégia de revitalização termal, três delas com expressão legislativa própria para o Hospital Termal, datando o último de 1917, sem sucesso assinalável”;
“foi defendida por quatro vezes (1860, 1893, 1965, 1999) a separação física entre estância termal e hospital de “doenças gerais”
“por quatro vezes surgiram propostas de arrendamento, concessão ou privatização da estância balnear e ou dos seus anexos (1899, 1904, 1917, 1996), que nunca viriam a ser contempladas”.
Estes últimos dados foram executados numa altura em que a data (mais recente) limite para referência era o ano de 1999. Depois ainda existiram novas propostas para Concessão (que apresentámos, enquanto representante da Instituição, ao Ministério da Saúde) em 2003 e em 2005 – esta última com Caderno de Encargos entregue para aprovação pelo M. Saúde e apoiada pelo parecer da Agência Portuguesa para o Investimento e por todos os Poderes e Forças políticas locais). Note-se que em 2003 o processo passou ainda pelo Grupo de Missão Parcerias em Saúde onde esteve durante cerca de 2 anos em busca de solução. Finalmente, em 2008, surgiu mais um dado novo que alterava a equação e, em consequência, o seu resultado: A eminente fusão do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha (CHCR) com os Hospitais de Peniche e Alcobaça – dando origem ao Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON). Propusemos na altura por ofício uma proposta (e não um Estudo) fundamentada para se estudar (Estudos de Mercado e Viabilidade Económica) a formação eventual de uma Fundação Público-Privada com a integração de múltiplos agentes e Entidades locais e Privadas que também mereceu consenso local. Posteriormente apareceu mais um dado novo: a instalação de uma grave crise Económica e Financeira global com repercussão nacional. É portanto já com esta nova “envolvente” que o actual Estudo prévio (?) do ISCTE é desenvolvido.
Ou seja se o Termalismo ainda não foi relançado, desde 1996, nas Caldas da Rainha tal deve-se essencialmente a uma enorme rotatividade das Equipas Ministeriais (8 equipas diferentes nos últimos 12 anos) e à hesitação e pouca celeridade que mereceu. Tiveram ainda influência o aparecimento frequente de diferentes variáveis que obrigaram os diferentes Conselhos de Administração a apresentar novas propostas adaptadas a novos dados que surgiram alterando os anteriores enquadramentos político, jurídico e financeiro. Continuaremos atentos ao desenvolvimento de um assunto de grande importância Local e Nacional e a ele voltaremos neste blogue sempre que o considerarmos apropriado e oportuno.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Labyrinths

Ariadne - Dead Can Dance

*
Life is a fantastic labyrinth

Inside there are other labyrinths

Sometimes when we think we´ve found the way out there is the beginning of another Labyrinth

On our way we (like Ariadne) leave a wire
In search of logic signals
And an answer:
The big one

There are surprises
Bad and good
In all labyrinths
But one labyrinth is different from the others
Is a labyrinth called The House of Love
Where logic is not logical
And where the wire doesn´t work to find the right way

Otherwise we cannot discover a special secret
Waiting somewhere for us
In The House of Love

Only our heart can see it.
If it happens - or not - in The House of Love

The heart knows and recognize the first moment of it
When we meet another one not looking to the wire
But also looking inside the eyes
So each other will know they can live magic moments

So they can bring
Love, Joy and Compassion
To people walking at the same time
Outside The House of Love
In others Labyrinths of Life

Until one day we understand
The day we all find the big answer
When the wire ends and we fly into the stardust
Surrounding what we call the Labyrinth of Life

Then

We really see

It was/is not a Labyrinth
It is an illusion
(VT)
*

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Distance

The minute I heard my first love story,

I started looking for you, not knowing
how blind that was.

Lovers don't finally meet somewhere,
they're in each other all along.

(Rumi)


L'immensità - Mina

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Moonlight whispers

Palacete Almeida Araujo - em frente da Lagoa de Óbidos

Some Kiss We Want

There is some kiss we want with
our whole lives, the touch of
spirit on the body. Seawater
begs the pearl to break its shell.
And the lily, how passionately
it needs some wild darling! At
night, I open the window and ask
the moon to come and press its
face against mine. Breathe into
me. Close the language- door and
open the love window. The moon
won't use the door, only the window.

(Rumi)


Noche de ronda - Nat King Cole
(Luna que se quiebra sobre las tinieblas de mi soledad...)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Mimesis

Across the oceans. Across the seas. Over forests of blackened trees.
Through valleys so still we dare not breathe, to be by your side.

To Be By Your Side - Nick Cave

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Rockin´ around

Pormenor de falésia a norte da praia da Foz do Arelho

Like a Rock – Bob Seger

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cais

Don´t know where. Don´t know when.  But I know we´ll meet again.

We'll Meet Again - Frank Sinatra