sexta-feira, 14 de junho de 2024
quarta-feira, 12 de junho de 2024
segunda-feira, 10 de junho de 2024
sexta-feira, 7 de junho de 2024
quarta-feira, 5 de junho de 2024
domingo, 2 de junho de 2024
Secrets
My shadow or my reflection photographs, span virtually my work as a symbolic language. The narratives contained within these photographs confronted me with descriptions of my Self.
I can be both behind the camera and in front of it. So, there is an interplay between the shadow and the part of the world inside framing.
By imposing my shadow, I participate in the story and the composition. I photograph and am photographed at the same time.
My shadow is proof that I was in two places at the same time and introduces a factor that enhances the composition.
I must say that I did not invent anything new. Big names in photography like Lee Friedlander and Vivian Maier (for example) took many photos with their own image.
quinta-feira, 30 de maio de 2024
terça-feira, 28 de maio de 2024
domingo, 26 de maio de 2024
quinta-feira, 23 de maio de 2024
segunda-feira, 20 de maio de 2024
sexta-feira, 17 de maio de 2024
quarta-feira, 15 de maio de 2024
segunda-feira, 13 de maio de 2024
sexta-feira, 10 de maio de 2024
terça-feira, 7 de maio de 2024
segunda-feira, 6 de maio de 2024
sexta-feira, 3 de maio de 2024
quarta-feira, 1 de maio de 2024
Red Dress
Luminosa a manhã. Luminosa uma criança correndo à descoberta. Luminoso o vermelho do vestido no centro de um pequeno deserto. A lembrar-me o dia luminoso de 1 de Maio de 1974.
segunda-feira, 29 de abril de 2024
Yellow and Blue
From time-to-time a tilted deliberately photos bring a dynamic balance to the image. It may help to emphasize the non-static nature and surreal of the captured scene making it more compelling.
quinta-feira, 25 de abril de 2024
Há 50 anos foi Abril
Na manhã, do dia 25 de Abril de 1974, levantei-me muito cedo pois estava escalado para fazer urgência no H. de S. José. Tinha dormido profundamente e não ouvira qualquer notícia sobre os acontecimentos despoletados durante a noite. Morava com os meus pais em Campolide e como de costume dirigi-me para o Hospital, no meu Triumph GT6 de cor verde-escuro, pela Av. Castilho junto ao Parque Eduardo VII. Confesso que pelo caminho, perante as ruas desertas, se foi instalando uma sensação de, momentaneamente, estar a fazer parte de um filme de ficção em que as pessoas desaparecem quase todas, ficando apenas algumas à superfície da Terra. Esta sensação desapareceria totalmente quando perto do Rádio Clube Português deparei com uma "barragem" de blindados e de militares - que me deram "ordem" para parar e voltar para casa. Ao mesmo tempo que eu explicava que estava escalado para a Urgência do H. S. José, ia-me inteirando do que se estava a passar. Quando me apercebi do que se tratava, exultei incitando os militares a continuarem a sua acção - manifestando claramente o meu contentamento. Acabei por ser escoltado até S. José, para poder passar, sem demoras, por outras eventuais "barreiras" militares, e entrei com um Jipe à frente pelo túnel do velho edifício hospitalar. A equipa médica de serviço (na foto estou de cócoras) era a do Dr. Jorge Girão, cirurgião de grande craveira técnica, humana e cultural. O ambiente era de euforia e, simultaneamente, de preocupação pelo eventual aparecimento de grande número de feridos. Felizmente só se verificou a entrada de uma única pessoa ferida, sem gravidade, em consequência dos acontecimentos. Tratava-se de uma senhora que tentava regressar a casa atravessando o Tejo de barco para a margem sul e que fora atingida, acidentalmente, perto da Praça do Comércio - com um estilhaço de bala perdida junto à coluna. Como eu estava responsável pelo S. de Observações de mulheres e crianças (uma sala escura num dos extremos do serviço, apenas com cerca de 20 m2 e que servia a maior parte da zona da grande Lisboa e o sul inteiro do país) a Doente ficou sob os meus cuidados, acabando depois por ser transferida para o S. de Ortopedia. Mas o ambiente geral que se viveu é inesquecível. Todos (ou quase) sorriam abertamente com um sentimento - de grande Fraternidade - contagioso. Confraternizava-se com os próprios Doentes... oferecíamos coisas uns aos outros... e sentíamos como se estivéssemos perante o início de um novo país. Lembrar Abril é, pois, também lembrar que existe, em nós, essa potencialidade. E que essa Fraternidade pode sempre, em qualquer altura, repetir-se.
A foto foi colhida num pátio interior do H. S. José em frente da cantina (acanhadíssima) onde tomávamos as refeições (porta ao fundo).
segunda-feira, 22 de abril de 2024
sexta-feira, 19 de abril de 2024
Sorrisos de Verão
Tilia – Quentin Bisch for Marc-Antoine Barrois (EDP - 2024).
Notas: Lima, Giesta, Flor de Tília, Ambroxan, Jasmim Sambac, Heliotrópio, Vetiver, Georgywood (um isómero do Iso-E Super conferindo nota de Cedro).
Um novo lançamento desta dupla de criadores é sempre um acontecimento que gera altas espectativas.
Confesso que estava com algumas dúvidas porque:
1 - Em geral não aprecio florais (mormente com rosa e ou tuberosa) com excepção de aromas com flores selvagens amarelas (immortelles, camomila, tojo, giesta).
2 – Tenho sempre receio do aroma de bombas sintéticas em excesso dominando a fragrância
Pois aqui foi a tal excepção que foge à regra. É IMHO um floral para ambos os sexos e não um perfume dedicado ao sexo feminino – como já ouvi comentar.
As flores aqui são campestres, suaves e passageiras.
O Heliotrópio (uma “vibe” pulverulenta a lembrar amêndoas) domina um pouco na abertura, mas depressa as giestas dominam a paisagem olfactiva com as tílias menos proeminente e em pano de fundo.
Por outro lado, esta fragrância também mostra como o Ambroxan, pode ser bem incorporado e com a percentagem adequada. Um exemplo que outros deviam seguir.
O perfume tem 2 fases. A inicial é floral e dura 1 a 2 horas. Confesso que não senti a lima referida no site do MAB.
Depois na 2ª fase dominam o Vetiver e as madeiras. O Vetiver é fabuloso e lembra o Vetiver do Encelade que por sua vez faz lembrar os grandes Vetiver de meados do século passado e que nunca mais tinha encontrado até este reencontro no Encelade e no Tilia.
Tem um comportamento semelhante ao Ganymede. Uma tenacidade e sillage enormes, mas não é intrusivo ao ponto de incomodar quem está perto.
Como uma pessoa superelegante e misteriosa com uma aura especial que surge e todos os olhares se voltam para el@ como por magia enquanto passa em silêncio. O seu perfume confere-lhe uma qualidade excepcional e uma grandiosidade ”magnética”. No entanto o seu olhar vai para longe e por isso não nota os murmúrios de admiração em volta. Não precisa tentar fazer-se notar pois de um modo natural é admirad@. Ou seja, é uma fragrância que é discreta porque nenhuma das notas é excessiva.
Quentin Bisch consegue aqui criar inesperadamente um aroma para ombrear com o Ganymede no topo do ranking dos perfumes da marca.
Uma criação solar, optimista que provoca uma sensação de felicidade. Como sorrisos numa tarde calma de Verão ou como a luz dourada de beijos emergindo do escuro numa noite quente.
terça-feira, 16 de abril de 2024
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