A million dreams ago - Glenn Miller
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Muralha
Ao longo da
muralha que habitamos
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis, que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens, palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis à boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além do azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.
Há palavras de vida há palavras de morte
Há palavras imensas,que esperam por nós
E outras frágeis, que deixaram de esperar
Há palavras acesas como barcos
E há palavras homens, palavras que guardam
O seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
As mãos e as paredes de Elsenor
E há palavras e nocturnas palavras gemidos
Palavras que nos sobem ilegíveis à boca
Palavras diamantes palavras nunca escritas
Palavras impossíveis de escrever
Por não termos connosco cordas de violinos
Nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
E os braços dos amantes escrevem muito alto
Muito além do azul onde oxidados morrem
Palavras maternais só sombra só soluço
Só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
E entre nós e as palavras, o nosso dever falar.
(Mário Cesariny)
King Neptune - Tiger Lillies
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Foggy lagoon
Why I always find you in the last line of a sepia poem about a story book with tales from Lagoon...
Misty - Tsuyoshi Yamamoto
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
After the storm IV
Pure spirits of the Forest - James Horner
Face ao rescaldo sobre as 720 árvores (375 na Mata, 90 no Parque e 255 no Pinhal de S. Isidoro) que tombaram com o temporal de Janeiro passado e considerando a decisão do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de as vender há, no meu entender, uma opção muito clara e fundamental - no Presente: Investir na reflorestação adequada.
Com exemplares autóctones de preferência com algum porte e preparados em viveiro para transplantação no caso de espécies de crescimento lento ou, no caso de espécies de crescimento rápido: proceder à plantação de exemplares jovens com pelo menos 3 a 4 metros de altura, na continuidade do que foi feito entre 1999 e 2009. Das cerca de mil árvores jovens que foram então plantadas (para assegurar o futuro da Mata), muitas ficaram incólumes após o vento muito forte mas outras também foram arrastadas pela queda de outras árvores maiores. Seria adequado que a verba que fosse apurada com a venda da madeira fosse totalmente aplicada (reinvestida pois) na reflorestação da Mata dando oportunidade de corrigir ainda melhor o equilíbrio entre as diversas espécies autóctones. Ou seja, será adequado que o Hospital (CHO) não aplique a verba que receber, pelas árvores caídas, noutra área hospitalar mas na recuperação da Mata, Parque (sobretudo neste 2 espaços) e Pinhal de S. Isidoro. Dado o crescimento lento dos espécimes - quanto mais cedo forem plantados mais depressa se devolve a personalidade própria àqueles espaços. Em consequência é urgente as Entidades responsáveis decidirem sobre uma reflorestação correcta que garanta futuro para estes espaços verdes que são fundamentais para a estratégia do Concelho.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Foggy road
O Silêncio
Pego num pedaço de silêncio. Parto-o ao meio,
e vejo saírem de dentro dele as palavras que
ficaram por dizer. Umas, meto-as num frasco
com o álcool da memória, para que se
transformem num licor de remorso; outras,
guardo-as na cabeça para as dizer, um dia,
a quem me perguntar o que significam.
Mas o silêncio de onde as palavras saíram
volta a espalhar-se sobre elas. Bebo o licor
do remorso; e tiro da cabeça as outras palavras
que lá ficaram, até o ruído desaparecer, e só
o silêncio ficar, inteiro, sem nada por dentro.
Pego num pedaço de silêncio. Parto-o ao meio,
e vejo saírem de dentro dele as palavras que
ficaram por dizer. Umas, meto-as num frasco
com o álcool da memória, para que se
transformem num licor de remorso; outras,
guardo-as na cabeça para as dizer, um dia,
a quem me perguntar o que significam.
Mas o silêncio de onde as palavras saíram
volta a espalhar-se sobre elas. Bebo o licor
do remorso; e tiro da cabeça as outras palavras
que lá ficaram, até o ruído desaparecer, e só
o silêncio ficar, inteiro, sem nada por dentro.
(Nuno Júdice)
A night so still - Tindersticks
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Sobre o aparecimento das primeiras "Boites" (década de 1960) - no eixo Lisboa / Cascais
Reach out I ´ll be there - Four Tops
AS PRIMEIRAS "BOITES" NO EIXO LISBOA / CASCAIS
(DÉCADA DE 1960)
(DÉCADA DE 1960)
A década de 1960 foi muito
importante, para o País, porque se foi “aprendendo” com múltiplas situações
sociais que aconteceram e foram fermento para mais tarde na década seguinte
surgir o 25 de Abril. A música foi uma das inúmeras peças do “puzzle” social da
altura.
No início dos “sixties” os
adolescentes agrupavam-se em pequenos “clãs” que frequentavam as festas nas
garagens ou em casa de amigos (as) ou nas Casas de Recreio (Algarve, Alentejo, etc.),
Clubes (Campolide, Campo de Ourique), Sociedade de Belas Artes, etc. Tudo
combinado previamente durante a tarde nos cafés adoptados pela malta nova de
casacos de cabedal e camisolas vermelho vivo. Convergíamos para o Londres, o
Las Vegas, o Monte Carlo, Café Gelo, Vá-Vá, a Tentadora, a Versailles, o
“Bowling” (depois cinema Londres), etc., onde entre jogos de Bowling e uns cafés se
aprazava a noite. Ao mesmo tempo assistíamos aos mais velhos partirem para a
“guerra de África” ou revoltarem-se na Universidade, e líamos jornais onde se
utilizava uma linguagem quase codificada com subentendidos ou de “mensagens”
nas entrelinhas - por causa da Censura do regime de então.
“A Lareira” foi a primeira "boite" que conheci em Lisboa. Situada na Praça das Águas Livres, entre
Campolide e Campo de Ourique, apresentava-se como uma casa de chá onde se
permitia dançar à hora do “lanche”, em 1964, ao som dos discos da época. Muitas
das meninas ainda vinham acompanhadas pelas mamãs e o Eusébio era uma presença
habitual.
Entretanto, ao mesmo tempo, na
linha de Cascais começava a dançar-se em espaços já formatados como
“boites”. Em vez das festas nas garagens os grupos de jovens visitam várias
“capelinhas” numa mesma noite passando também pelo “Caixote” - junto ao Cinema
- forrado com papéis de jornal e onde podíamos assistir à atracção de ver 2
francesas dentro de uma jaula a dançar freneticamente. Depressa se adaptam como
"boites" outros espaços que já existiam como a “Ronda” no Monte Estoril (onde
actuava desde 1962 o Thilo´s Combo e, mais tarde, o Quinteto Académico) e a “Choupana”
na “Marginal” - frequentadas ambas essencialmente por casais já adultos. Os
jovens depressa aí se misturam com outras gerações mais velhas penteados com a
“banana” à Simone de Oliveira ou risca à Henrique Mendes. Mas o Palm Beach era
a preferida pela Juventude e onde se podia conviver com jovens
inglesas e francesas ao mesmo tempo que se desfrutava de um eventual romance
“com vista para o mar”. Ao mesmo tempo que arde o Teatro D. Maria II e cai a
cobertura da Estação do Cais do Sodré, têm lugar no Teatro Monumental,
concursos de Rock, Twist e, mais tarde de Yé-Yé ou de mini-saias (em 1967) -
fornecidas pela casa Porfírios na baixa alfacinha. Bem perto desta casa de espectáculos havia também o Porão da Nau. Noutro registo: convívio durante a ceia com muitos dos (as) nossos (as) artistas em cena pelos teatros da capital.
Mas, em 1965, ao mesmo tempo
que se começam a erguer urbanizações em redor de Lisboa (Reboleira, etc.), os Centos Comerciais (o "Sol a Sol" na Av. da Liberdade foi o 1º. Os jovens passavam por lá a comprar "posters" psicadélicos e o novo aroma: Aqua di Selva.) e os
Supermercados (o Modelo no Saldanha foi o 1º) iniciam a sua ascensão nos hábitos dos Portugueses, dá-se uma sucessão
de inaugurações de novas "boites" - aumentando o leque de oferta e condicionando
definitivamente os novos hábitos dos jovens. Em Fevereiro abre o célebre
Caruncho (no Lumiar). Por aqui passam os Sheiks, o Quinteto Académico, os
Claves e o consagrado cantor francês Nino Ferrer. Está na moda uma nova água-de-colónia
masculina - quase todos cheirávamos a “Tabac” - e eram muito populares músicas como
o “Winchester Cathedral” dos John Smith and The New Sound, o “Green green grass
of home” do Tom Jones e o “Reach out I´ll be there” dos Four Tops.
Surge ainda o Calhambeque na
Avenida de Roma e, finalmente, ainda em 1965, é inaugurado o mítico “Van Gogo”,
onde se dança o “Guantanamera” e o som do Barry White. Mais “selecto” (decorado
por Pedro Leitão) proporciona a muitos terem garrafa de whisky (sem ser de
Sacavém) que lhes assegura o acesso. Só entra quem é conhecido ou faz parte do
círculo do dono, o Manecas Mocelek, uma figura marcante no mundo das "boites" da década de 1960. Fica para a história o impedimento da entrada a Gina
Lollobrigída vinda da festa milionária dos Patino - porque não pertencia à
elite habitual.
Guantanamera - The Sandpipers
Em 1966, ao mesmo tempo que eram
celebrados os “magriços” da selecção nacional - que ficou em 3º lugar no
Mundial de Futebol, já os Beatles e os Stones reinavam há muito nas pistas de
dança, surge (Agosto) uma das “mecas” da juventude noctívaga e dançante: o “Pop
Clube” criado por Fenando Jorge Correia (mais tarde “Primorosa de Alvalade” - a partir de 1974) junto à Av. Estados Unidos da
América e, em 1967, abre (em Maio), em plena “era psicadélica”, o sofisticado “Relógio”,
na Lapa (às Janelas Verdes) decorada pelo dono (o artista plástico Francisco
Relógio) - e que mais tarde (1970) seria transformada nos “Stones” (também de Manecas
Mocelek). Usava-se a colónia “Sir” e dançava-se “San Francisco” de Scott Mckenzie.
Em 1968, no mesmo ano em que
Salazar cai da cadeira, Manecas Mocelek, toma conta do Ad Lib - no 7º andar de
um prédio da Rua Barata Salgueiro, decorado por Pedro Leitão (em estilo
oriental) e onde eventuais “ meninos e meninas bem” impregnados de “Eau
Sauvage” da Dior chegavam de elevador para se aconchegarem no vermelho do
ambiente e nas cadeiras em círculo forradas a pele. É uma das "boites" obrigatórias” da noite. Apesar do som de Isaac Hayes começava a surgir outra
tendência musical que faria vingar, na década seguinte, o “Disco- Sound” e que
seria acentuada pelo supracitado “Stones” (com whisky a 50 escudos), depois de, em 1969, o 1º
homem ter pisado a Lua e o País sobreviver a um violento sismo. Manecas Mocelek viria ainda a criar, na década de 1980, o "Bananas"em Alcântara.
É claro que terminada a
“festa” e depois de passarmos por diversas “boîtes” acabava-se a noite a comer
as célebres bolas de Berlim na padaria das traseiras do Van Gogo, no Cacau da
Ribeira ou a cear pelo Cantinho dos Artistas no Parque Mayer - depois de dar um
pulo á Galeria 48 na Avenida da Liberdade para ouvir a Maysa Matarazzo, ou de ter
mergulhado no “bas-fond” do cabaré Ritz Club, da rua da Glória, onde se assistia
ao strip de madonas “Fellinianas”, antes de irmos ver o nascer o dia no
miradouro do Jardim de S. Pedro de Alcântara.
E as manhãs eram sempre
radiosas…
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
About Wings
A song in the last light
Before the sleep
Wings of desire
Watching the wind
Tasting the sky
Because you look like rain
Before the sleep
Wings of desire
Watching the wind
Tasting the sky
Because you look like rain
To sleep on Angel´s wings - Kevin Kern
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
After the storm III
De Profundis -Arvo Part
**************
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CONCURSO DE
BLOGUES
Com a conclusão do Concurso de
Blogues organizado pelo blogue Aventar informamos que ficámos em 2º lugar na
categoria de Cultura (uma surpresa já que nos assumimos sobretudo como blogue
“fotográfico”) e em 5º lugar na de Fotografia. Em consequência não podia deixar
de tecer algumas considerações finais:
1 - Agradecer vivamente e
reconhecido pela simpatia de todos (as) amigos (as) que votaram persistentemente
e diariamente no HEAVENLY - apesar das dificuldades técnicas quase constantes que
enfrentaram. Para além da existência de um sistema de votação que se foi
tornando cada vez mais complicado, duvidoso e desmobilizador, houve ainda o
azar de ter sido a região Oeste uma das mais afectadas, pelo temporal que assolou
o País, e durante 3 dias da última da última e decisiva semana - deixou de
haver Net para muita gente bem como os votos que adviriam desses utilizadores.
Ora é precisamente na Região Oeste que tem epicentro o nosso blogue e onde
reside a sua maior “área de influência”. Um abraço do coração para quem esteve
ao nosso lado até ao fim.
2 - Foi evidente ao longo do
Concurso, em várias categorias, que os mais votados não foram em muitos casos necessariamente
os melhores - sendo certo pois que não ganharam, em muitas categorias, os
blogues que apresentavam mais interesse, qualidade, etc.. Teria sido desejável
a intervenção de um Júri na 2ª fase do Concurso - sugestão que deixei aos
organizadores.
3 - Foi positivo o Heavenly
ter recebido um número muito elevado de visitas durante o Concurso ficando mais
conhecido na blogosfera e com mais “amigos” que nos visitarão também no futuro.
Houve mesmo alguns blogues que tiveram a simpatia de nos citar como exemplo de
qualidade - o que também é gratificante.
Bem hajam
Vasco Trancoso
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
After the storm II
Lacrimosa
- Zbigniew Preisner
Ainda no rescaldo do temporal
com rajadas de vento rondando 120km durante cerca de 20h - que assolou o
País em 18 e 19 neste mês de Janeiro, apresentamos também algumas fotos dos seus
efeitos no Património importante que é a Mata das Caldas da Rainha. Contabilizam-se
neste momento 375 árvores que tombaram na Mata após as suas raízes cederem
numa terra com pouca sustentabilidade dado estar empapada de água das últimas chuvadas.
Entre outros veneráveis espécimes que foram “arrancados” da terra contam-se
vários Eucaliptus Globulus,
referenciados como os únicos exemplares desta variedade na Península Ibérica,
que foram plantados, em 1889, por Rodrigo Berquó. Alguns destes eucaliptos teriam
mais de 50m de altura. No meio desta verdadeira tragédia tive a oportunidade de
verificar que algumas das "joias" principais da Mata com mais de 300
anos ficaram de pé - mormente um Carvalho (ver “post” de 26-9-2009), um
Pinheiro manso (ver “post” de 24-9-2009) e um Cedro gigante (ver “post” de 22-9-2009)
que são exemplares de grande importância e raridade pela sua idade e porte fora
do comum. Perdemos muitos amigos. No Parque contabilizaram-se 90 exemplares caídos e 255 no Pinhal de S. Isidoro. Continuamos de Luto.
Obsv.: Os números finais com os totais dos diferentes tipos de árvores que tombaram indicam:
Pinheiros - 269
Acácias da Austrália - 174
Pitósporos - 84
Loureiros - 80
Cedros - 63
Eucaliptos - 24
Carvalhos - 11
Plátanos - 8
Sobreiros - 2
Tilias - 2
Alfarrobeira - 1
Choupo - 1
Zambujeiro - 1
Total: 720 árvores
Obsv.: Os números finais com os totais dos diferentes tipos de árvores que tombaram indicam:
Pinheiros - 269
Acácias da Austrália - 174
Pitósporos - 84
Loureiros - 80
Cedros - 63
Eucaliptos - 24
Carvalhos - 11
Plátanos - 8
Sobreiros - 2
Tilias - 2
Alfarrobeira - 1
Choupo - 1
Zambujeiro - 1
Total: 720 árvores
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
After the storm
Parque D. Carlos I - Caldas da Rainha
Bested Bones - Thomas Feiner & Ulf Jansson
Após o temporal (com rajadas de vento atingindo 120km/hora durante cerca de 20h) que ocorreu no fim de semana passado a paisagem no país era desoladora. O Parque D. Carlos I não fugiu à regra. Árvores centenárias ou raras - todas respeitáveis seres vivos que estimávamos e com quem nos cruzávamos quase diariamente - tombaram às dezenas. Doeu e dói muito. Como se de repente perdêssemos muitos familiares que amávamos. Curiosamente ao fundo os Pavilhões erigidos por Berquó na transição dos Séculos XIX e XX - Assistiram a tudo sem deixar cair sequer uma pedra. Como se, após várias vezes a terra tremer e após ventos ciclónicos - durante mais de um século, quisessem desmentir afinal os alarmes que se fazem frequentemente ouvir - sobre a sua eminente queda . Na Mata o panorama com árvores partidas ou arrancadas é semelhante. Estamos de Luto.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Rainy time
Rain and tears - Aphrodite Child
Sombras molhadas inclinadas passam entre reflexos de
chapéus e gabardinas aladas nos espelhos de água que cobrem o asfalto
sussurrando silêncios no vidro da memória onde escorre a música das gotas das
chuvas da infância a baterem na janela da melancolia nas tardes onde nada
apetece. Chove.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
An angel on the garden
Song of the angel - John Tavener
É pena a categoria ser de blogues Fotográficos/“Fotoblogs”. Não são comparáveis blogues que encaram a Fotografia enquanto Arte ou expressão artística com outro tipo de blogues que por definição apresentam fotografias antes centradas apenas em descrever para determinado público as suas experiências do dia-a-dia (embora uns possam manter preocupações estéticas outros podem surgir num registo “big brother”- que têm grandes audiências e votos mas em que o critério estético não é fundamental). Basta "visitar" os 5 para darmos contas das enormes diferenças.
CONCURSO DE BLOGUES DO AVENTAR.
RESULTADOS DA1ª FASE. AGRADECIMENTO.
O blogue HEAVENLY ficou 2º lugar na categoria de Cultura e em 3º lugar na de Fotografia/Fotoblogs - mas entre os 5 primeiros - apurados agora
para a 2ª fase de votação. Na 1ª semana começámos com 2 dias de atraso e com
cerca de 100 votos a menos que os outros concorrentes (46 na Fotografia). Ontem
ficamos sem Internet, no Distrito, devido ao temporal. Por isso os resultados (somatório das 2 semanas
anteriores - aparecendo durante os últimos dias de votação apenas os da semana
que passou ) são positivos apesar dos contratempos e permitem-nos encarar a 2º
fase do Concurso com confiança nas votações dos (as) amigos (as) do HEAVENLY - aos quais se deve os resultados.É pena a categoria ser de blogues Fotográficos/“Fotoblogs”. Não são comparáveis blogues que encaram a Fotografia enquanto Arte ou expressão artística com outro tipo de blogues que por definição apresentam fotografias antes centradas apenas em descrever para determinado público as suas experiências do dia-a-dia (embora uns possam manter preocupações estéticas outros podem surgir num registo “big brother”- que têm grandes audiências e votos mas em que o critério estético não é fundamental). Basta "visitar" os 5 para darmos contas das enormes diferenças.
A partir de hoje 2ª feira (às 0h) começam diariamente (1 voto de 24 em 24h de cada computador, Ipad ou telemóvel) os
5 blogues finalistas novamente a ser votados. Mas agora na linha de partida
todos com zero votos. Continuam a ter que clicar na bolinha antes do nome do
blogue e no rodapé do quadro de votação clicar em VOTAR. A votação terminará às 23h 59m de dia 25. Será preciso muito empenho e esforço.
Agradecemos pois, vivamente e sensibilizados, a persistência, o carinho e simpatia de todos quantos nos apoiaram na 1ª fase - sem os quais não teria sido possível o resultado obtido. Continuo a contar com todos. Com os “anjos no jardim" do HEAVENLY. Abraço forte.Bem hajam.
Agradecemos pois, vivamente e sensibilizados, a persistência, o carinho e simpatia de todos quantos nos apoiaram na 1ª fase - sem os quais não teria sido possível o resultado obtido. Continuo a contar com todos. Com os “anjos no jardim" do HEAVENLY. Abraço forte.Bem hajam.
O Link para votação em ambas as categorias (Cultura e Fotografia) é:
http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-2a-fase
http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-2a-fase
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Dettagli
Detalhes
Fugazes
Descobertos
Clareiras de vento e luz
Milagres do quotidiano
Princípio e fim
Milagres do quotidiano
Princípio e fim
Harmonia bem perto
A Beleza do universo
Num relance
Grandioso
Sempre
Sempre
Dettagli - Ornella Vanoni
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Walking
Keep walking, though there’s no place to get to.
Don’t try to see through the distances.
That’s not for human beings.
Move within, but don’t move the way fear makes you move.
Don’t try to see through the distances.
That’s not for human beings.
Move within, but don’t move the way fear makes you move.
Today, like every other day, we wake up empty &
frightened.
Don’t open the door to the study and begin reading.
Take down a musical instrument.
Don’t open the door to the study and begin reading.
Take down a musical instrument.
Let the beauty we love be what we do.
There are hundreds of ways to kneel and kiss the ground.
( Rumi)
Love Theme - Terence Blanchard
Nota - A fotografia supra acabou de ser nomeada como fotografia da semana na página de Fotografia do Facebook - "A Top Group", surgindo como foto de perfil.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Satues on the beach
Somewhere
There is a beach
Where rocks become Gods
Where what you seek is seeking you
I'll meet you there
There is a beach
Where rocks become Gods
Where what you seek is seeking you
I'll meet you there
Ég anda (eu respiro) - Sigur Rós
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
A Vigília
Esperando que saia fumo branco
na chaminé do relançamento do Termalismo Caldense
Vamos Cantar as Janeiras - Grupo Folclórico Vila Pereira
NO MEU MODESTO ENTENDER
PARECEM-ME ESSENCIAIS AS SEGUINTES PREMISSAS (A NÃO ABDICAR) A SEREM TOMADAS EM
CONTA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE PARA A CRIAÇÃO DE UMA NOVA ENTIDADE GESTIONÁRIA
PARA O TERMALISMO CALDENSE.
1 – PROSECUÇÃO DE FINS
ALTRUÍSTAS SEMPRE NO INTERESSE PÚBLICO, MORMENTE O DE PERPETUAR A CONSERVAÇÃO,
RECUPERAÇÃO E VALORIZAÇÃO FUNCIONAL DO PATRIMÓNIO TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA
2 – MANUTENÇÃO E
DESENVOLVIMENTO DA ACTIVIDADE TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA NAS SUAS DIFERENTES
VERTENTES (SAÚDE E LAZER).
3 – MANUTENÇÃO DA UNICIDADE DE
TODO O ACTUAL PATRIMÓNIO TERMAL DAS CALDAS DA RAINHA, NÃO DEVENDO SER SEPARADA
E ATRIBUÍDA/AFECTA A RESPONSABILIDADE E GESTÃO DE QUALQUER DAS SUAS PARTES A
ENTIDADE (S) ISOLADA (S).
4 – AUTONOMIA GESTIONÁRIA DESSA EVENTUAL ENTIDADE A CRIAR (Aliás decorre do próprio Diploma
que criou recentemente o Centro Hospitalar do Oeste).
5 - EXISTÊNCIA DE ACTIVIDADE
CLÍNICA - MORMENTE HIDROLOGIA, REUMATOLOGIA E FISIATRIA.
6 – PROTOCOLOS DE ARTICULAÇÃO
FUNCIONAL, ENTRE A VERTENTE DISTRITAL E A TERMAL, BENEFICIANDO OS DOENTES DO H.
DISTRITAL DAS VANTAGENS DO H TERMAL E BENEFICIANDO OS TERMALISTAS DOS SERVIÇOS
DO H. DISTRITAL.
7 – GARANTIR QUE EXISTIRÁ
SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA E A VIABILIDADE ECONÓMICA DA ENTIDADE A CRIAR,
ATRAVÉS DE ESTUDO QUE TERÁ QUE CONSIDERAR E CONSULTAR ENTIDADES NÃO SÓ LOCAIS E
NACIONAIS MAS TAMBÉM ESTRANGEIRAS, E AVALIAR TAMBÉM OS DIFERENTES TIPO
JURÍDICOS POSSÍVEIS NO MODELO A CRIAR.
8 – O PATRIMÓNIO TERMAL AFECTO
À NOVA ENTIDADE A CRIAR PERTENCERÁ SEMPRE AO ESTADO, PODENDO, NO ENTANTO SER
POSSÍVEL A CELEBRAÇÃO DE CONTRATOS DE CONCESSÃO OU PROTOCOLOS DE UTILIZAÇÃO,
COM OUTRAS ENTIDADES, DE ALGUNS BENS PATRIMONIAIS COM EXCEPÇÃO DO HOSPITAL
TERMAL BEM COMO O PARQUE E MATA DAS CALDAS, AS IGREJAS A CAPELA E O MUSEU DO
HOSPITAL.
domingo, 6 de janeiro de 2013
The statue
Dimanche
Entre les rangées d'arbres de l'avenue
des Gobelins
Une statue de marbre me conduit par la
main
Aujourd'hui c'est dimanche les cinémas
sont pleins
Les oiseaux dans les branches
regardent les humains
Et la statue
m'embrasse mais personne ne nous voit
Sauf un enfant
aveugle qui nous montre du doigt.
(Jacques Prevert)
We have all the time in the world - Louis
Amstrong
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