domingo, 26 de abril de 2020
terça-feira, 14 de abril de 2020
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Featured
I am honored with the
interview about my photographic work published today in Inspired Eye Magazine
(the cover with a photo I made is a privilege) after the edition of my
photobook "99".
https://theinspiredeye.net/street-photography-magazine
terça-feira, 7 de abril de 2020
quinta-feira, 2 de abril de 2020
domingo, 22 de março de 2020
Photobook 99 is Book of Month at LFI Blog.
https://lfi-online.de/ceemes/en/blog/book-of-the-month-march-2114.html
segunda-feira, 16 de março de 2020
Interview - Up Photographers
It is a honor and a privilege
to be interviewed by the prestigious website UP Photographers - a reference
worldwide (formely known by In-Public).
https://upphotographers.com/interviews/interview-with-vasco-trancoso/sexta-feira, 13 de março de 2020
segunda-feira, 9 de março de 2020
quarta-feira, 4 de março de 2020
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
99
As pessoas interessadas podem
encomendar o livro através do meu email:
vasco.trancoso@gmail.com
Muito obrigado
Interested people can order
the book through my email:
vasco.trancoso@gmail.com
Thank you
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
domingo, 12 de janeiro de 2020
99
99 is a photobook name.
It has 240 mm X 300 mm;
hardcover coated imperial fabric; 144 pages (Artic Mat paper 170 grams) with 99
photos - Offset printing; paper guards Tintoretto Ceylon Black Pepper with
white printing (screen printing); Author edition of 1000 copies. Currently
Available 550 (450 pre ordered). Launch on January 19th (Sunday) at 16h30m at
the Caldas da Rainha Cultural and Congress Center. Bilingual.
For about 3 years (2016-2019) I
photographed daily life of Caldas da Rainha (where I live) and Óbidos - in
public places (streets, beaches, museums, etc.). Book “99” is the final step of
this work featuring a selection of 99 photographs.
The work had the contribution
of two internationally renowned photographers:
David Gibson (co-founder, in
2000, of the In-Public collective - 1st Street Photography blog - and author of
several books on photography - of renowned prestige) who wrote the Essay at the
end of the book and by Paulo Abrantes - Portuguese photographer appreciated and
distinguished on worldwide platforms where he has been awarded and where he
works as a Curator - who wrote the Afterword.
Through the photographs I tried to discover another side of the city, almost invisible, through
an observation of small miracles of light that sometimes give rise to blocks of
color emerging from the shadows of the streets. The author did not seek to
describe reality as it is, but rather how it sees. An interpretation of the
street party and the magic of the urban kaleidoscope. A way of looking through
the primacy of aesthetic choices, geometries and the elaboration of contrasts.
The plastic approach, the color composition, the emotions and the graphic
impact were determinant.
The decision to edit this book
with photos is a consequence of the notion that photos only reach their final
stage when printed - felt with our hands on the texture of paper - and not just
enjoyed through backlit displays. Books promote slower, more focused
engagement. Photography as a digital file is ephemeral and may disappear at any
time. But in a book it will stay.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2019
The Real Hemingway “scent”
Krigler é uma marca lendária,
selectiva, “bespoke like” e semi-misteriosa - que não é muito comentada. Mantém
uma política discreta com pouca propaganda – não pactuando com o negócio de
muitos “reviewers” que comentam fragrâncias a metro com elogios muitas vezes
“comprados”. Semelhante a um produtor de vinho, Albert Krigler referia:
“fabricamos os nossos perfumes como vinho no sul da França, onde extraímos os
materiais e os deixamos descansar em barris até dois anos antes de começarmos a
misturá-los com álcool com uma concentração de 25%”. Os seus 35 perfumes (EDP),
são ainda comercializados pelos seus descendentes, e só podem ser adquiridos no
respectivo “site”, e nas lojas de França, Berlim, Hong Kong, New York Plazza e
no Four Seasons Beverly Hills. As histórias que transportam estão ligadas à
realeza, a grandes estrelas do cinema e a grandes figuras da História desde o
início do século XX.
São fragrâncias atraentes e de
elite correspondendo ao desejo do fundador Albert Krigler de criar fragrâncias
de luxo exclusivas, criadas com os melhores ingredientes do mundo. Nascido em
Berlim, Albert Krigler trabalhou inicialmente para a empresa francesa Rallet
como aprendiz na sua fábrica de Moscovo.
Tudo começou com amor,
naturalmente. Em 1879, Albert inventou Pleasure Gardenia 79 um perfume floral
como presente para conquistar a sua futura esposa.
Devido aos tumultuosos eventos
ocorridos em São Petersburgo, Albert Krigler mudou-se para Berlim, em 1905, e
abriu uma loja na Unter den Linden. Nesse mesmo ano, criou a sua terceira
fragrância, Schoene Linden 05, para celebrar a bela avenida daquela cidade.
Alguns anos depois, em 1909, Krigler mudou-se para a região de Champagne no sul
de França.
A Krigler Perfumes alcançou
grande fama no início dos anos 20 e era a favorita entre as celebridades da
época. Os “opinion makers” e os criadores de tendências reuniam-se envolvidos
em aromas de Krigler, cada um deles inspirado em locais como Monte Carlo, a
Riviera Italiana e o Mediterrâneo.
Porém, em 1931, a Krigler
começou a vender as suas fragrâncias em Nova York no Plaza Hotel. Em homenagem
à sua casa adoptiva, Albert criou o American One 31 (os números nos frascos
significam o ano em que foram criados. Neste caso em 1931), um perfume que se
viria a tornar numa fragrância de culto. Ernest Hemingway, que frequentava o
mesmo círculo que os Krigler, era um ávido utilizador deste perfume – que se
tornou a sua assinatura odorífica. Mais tarde quando John F. Kennedy soube que
Hemingway costumava usá-lo, passou também a comprar grandes quantidades e a
utilizá-lo em ocasiões especiais: Quando pretendia seduzir mais uma das suas
inúmeras amantes (na altura fazia, frequentemente, injecções de testosterona e
de esteroides devido à sua insuficiência suprarrenal) e no dia em que se tornou
presidente.
Uma aura inicial de bergamota
/ tangerina (mais doce do que ácida) com notas de vetiver e neroli assenta numa
base com a força do cedro, do cominho e da pimenta preta. Fresco, especiado e
amadeirado é exuberante / dinâmico / masculino e elegante, com um acabamento
inteligente que permanece muito tempo na pele. Identifico ainda uma “vibe”
discretamente adocicada que não está descrita na composição. Curiosamente
fez-me ler um pouco o "Renaissance" da Xerjoff. Foi adoptada
posteriormente também por George Clooney e pelo presidente Clinton.
Na década de 1930, Marlene
Dietrich apareceu no estúdio Krigler e apaixonou-se pelo perfume Lieber Gustav
14, uma fusão de couro, chá preto e lavanda - que se tornou o primeiro perfume
unissex da casa. Também era utilizado por F. Scott Fitzgerald - enquanto
escrevia “Tender Is the Night”. Grace Kelly escolhia aromas Krigler
exclusivamente para cada ocasião ou para cada papel que interpretava. Por
exemplo, usou Chateau Krigler 12 na noite em que ganhou um Oscar no filme “The
Country Girl”, em 1955. Audrey Hepburn usava English Promenade19 durante as
filmagens de “We Go to Monte Carlo” e de "Roman Holiday" com Gregory
Peck. O fabuloso Patchouli 55 foi o perfume de cabeceira da princesa Victoria
da Suécia e de Jackie Kennedy e é actualmente o preferido de Annette Bening.
Catherine, Duquesa de Cambridge, e a Princesa Charlene do Mónaco são fãs do
Extraordinaire Camelia 209. Também é muito conhecido o Oud for Highness 75
encomendado pelo rei Hussein da Jordânia. Outros dos seus perfumes foram também
usados por Pablo Picasso, Zelda Fitzgerald, Rudolph Valentino, Max Beckmann e
Colette.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2019
Sex, drugs & Perfume
Decidi conhecer as várias
fragrâncias da Moresque e no geral achei que são muito intensas / bold,
lineares e muito caras. Gostei, no entanto, do Al Andalus (com um belo açafrão
bem acompanhado pelo gengibre e pimenta preta), do Rand (um Aventus no feminino
- floral e com um abacaxi também bem condimentado) e do White Duke.
Acabei por me decidir pelo bem
mais masculino e recente (2019) White Duke – inspirado pela figura fascinante
de Gabriele D'Annunzio e que, me faz sentir o ambiente das primeiras décadas do
século XX - tal como o imagino.
TOP NOTES:
Bergamot, Geranium from Egypt,
Clary Sage
HEART NOTES:
Amber, Balsam of Peru, Thyme,
Opoponax
BASE NOTES:
Benzoin, Incense, Patchouli
Um perfume que, após a breve
abertura cítrica e condimentada, é marcado pelo protagonismo da sensualidade
doce do Âmbar e do mistério do incenso. Com boa duração (cerca de 12h) tem uma
projecção moderada. O balsâmico do oponax temperado pelo patchouli conferem uma
vibe a lembrar o Yatagan - o que é um ponto a favor para o meu gosto. No final
o drydown na pele é suave e doce. Tal como D'Annunzio é uma fragrância
provocante, sedutora, e desencadeando sensações fortes.
É irresistível relembrar
Gabriele D'Annunzio que foi não só um grande, poeta, escritor (O Triunfo da
Morte) e teatrólogo italiano. Desenvolveu paralelamente à carreira literária
uma excêntrica carreira política. Protagonista de uma vida de excessos,
d’Annunzio fez do estetismo o seu próprio estilo de vida (o seu lema de vida),
procurando sempre novas sensações. Com a declarada intenção de constituir em
Itália a prosa narrativa moderna, assimilou as características principais do
decadentismo europeu e a busca incessante da Beleza. Na primeira década do
século XX d’Annunzio era provavelmente o poeta italiano mais famoso na Europa.
Visto como um diabo com uma escrita de anjo, D’Annunzio permanece
indiscutivelmente irresistível: Sem dúvida, o melhor escritor italiano do seu
tempo, um esteta que faria Oscar Wilde parecer um mero burguês, um sedutor com
o tacto e apetite de Casanova, um fanático político e um orador de voz suave e
apaixonante.
Tornou-se famoso com o romance
O Prazer, de 1889, dedicado à atriz Eleonora Duse com quem viveu um romance
tempestuoso. Um romance entre muitos que lhe foram atribuídos. Era lendário o
seu apetite e performance sexual. Viveu com várias mulheres simultaneamente
(cita-se que a paixão de algumas as terá levado ao suicídio). Organizava orgias
ao ritmo de cocaína no seu palácio como um precursor de Hugh Hefner com as
coelhinhas da Playboy. O seu palácio faustuoso, que reflectia os seus excessos
e o seu esteticismo, situava-se (e situa) na margem norte do lago de Garda no
norte de itália (o maior lago da Itália, com 5 ilhas, localizado na província
de Bréscia), e estendendo-se por uma área de cerca de 370 km a uma altitude de
65 metros sobre o nível do mar).
Em redor da sua casa há um
labirinto de jardins secretos e fantásticos, há aviões e barcos da 1ª Guerra
Mundial, há cascatas, estátuas, um auditório ao estilo grego, ameias de uma
fortaleza e no topo de um monte há o seu mausoléu guardado por enormes de cães
de pedra.
A casa é um museu de peças
fantásticas, em geral da época, onde não há quase espaço entre elas – quer nas
paredes, quer nos móveis, quer na casa de banho com banheira e lavatório em Lápis-lazúli
rodeadas por dezenas de frascos de perfumes, loções, etc. Um lugar mágico a
merecer uma visita (ver vídeo em anexo).
Foi também um herói da 1ª
Guerra Mundial - onde esteve ao lado dos Aliados - tendo-se distinguido
comandando frotas de aviões. Alcançou celebridade como piloto de caça (perdeu a
visão de um olho num acidente aéreo). Entre os diferentes feitos e ficou
célebre a conquista da cidade de Fiume (hoje Rijeka na Croácia), em 12 de
setembro de 1919, liderando um exército de 2000 italianos. Nesse local
D’Annunzio auto-proclamou-se "Duce" (caudilho / Duke) e inventou o
gesto que mais tarde na 2ª Guerra Mundial seria copiado por Hitler e Mussolini.
A sua figura (de bigode revirado) também inspiraria mais tarde Salvador Dali.
Em 1937 foi eleito presidente da Academia Real Italiana). D'Annunzio morreu de
um acidente vascular cerebral (há autores que afirmam que tal aconteceu “às
mãos” de uma das várias “playmates” com quem coabitava – uma loira tirolesa de
nome Emy Huefler) em sua casa em 1 de março de 1938. Teve funeral de Estado.
segunda-feira, 25 de novembro de 2019
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Viagem ao Centro da Terra
Muitos de nós
conhecemos pela primeira vez o aroma de patchouli na década de 1970, e
associamos o cheiro à época dourada do movimento hippie e de Woodstock. No
entanto a Oficina Perfumaria-Farmacêutica Santa Maria Novella (que celebrou
recentemente 400 anos de actividade) - situada em Florença -, já comercializava
a sua colónia de Patchouli durante o século XIX. De facto esta farmácia
descobriu as propriedades aromáticas da planta quando reparou que os capitães
de navios que vinham das Indias usavam folhas frescas de patchouli para cobrir
as cargas valiosas (geralmente seda) que transportavam, porque o aroma de
cânfora do Patchouli as protegiam de infestações durante longas viagens. Ou
seja o Patchouli desta marca era proveniente da Índia e da Malásia. A
respectiva fragrância foi pois lançada há mais de 100 anos e teve um grande
sucesso na transição dos séculos XIX e XX. Actualmente é um clássico que se
redescobre. Citado por muitos “especialistas” como o melhor e ou o “Holy Graal”
das fragrâncias com dominância de Patchouli – que neste caso é de altíssima
qualidade e a única nota.
Com surpresa
descobri há dias que afinal existe numa pequena povoação do Portugal profundo
uma loja que vende os produtos desta marca. De imediato adquiri um frasco de
Patchouli que chegou hoje.
Hoje quando a
chuva está mais forte e há um cheiro forte a terra húmida que emana do meu
quintal. Tempo de usar o Patchouli SMN e de uma viagem ao centro da terra - não
pela escrita do Júlio Verne mas por um aroma primitivo e profundo.
Afinal sou
feito de terra. Da terra vim e para a terra vou. Com uma abertura de grande
intensidade – e surpreendente para EDC - mergulha-se em terra recentemente
molhada pela chuva guiados por um Patchouli de cor vermelha. Após cerca de 30
minutos os estratos geológicos passam a castanho claro e o aroma é picante,
almiscarado, amadeirado e discretamente cânforado (mas não “medicinal”).
Finalmente, aos 60 minutos, desembarcamos numa
ilha rodeada de lava dourada. O aroma é quente tóxico / exótico, oriental e
almiscarado. O centro da Terra. Onde nos sentimos como parte integrante da
calma que reina no coração do planeta. Os ombros finalmente descansam por
dentro. Durante 24 horas contemplamos as maravilhas de um silêncio mineral desabitado
há milénios. Apesar de ligeiramente assustadora no início a paisagem é redentora
no final quando redescobrimos a sensação doce e sensual dos chocolates da nossa
infância. Um regresso a outra dimensão parada no tempo - de onde serei
projectado - ainda com um “scent skin”, por um qualquer vulcão, na próxima manhã,
novamente para a loucura da Humanidade que grassa à superfície. Uma experiência
única. A experimentar e obviamente a repetir.
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
segunda-feira, 18 de novembro de 2019
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