sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sobre o impressionismo e as papoilas

Bilitis - Francis Lai

Naquele piquenique de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
Em todo o caso dava uma aguarela.
Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.
Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos
E pão-de-ló molhado em malvasia.
Mas, todo purpuro, a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!
(Cesário Verde)

8 comentários:

manuela nascimento disse...

Sem o seu blog a vida seria bem mais tristonha. Obrigada por partilhar estes tesouros.

Anónimo disse...

Great!!
Andreas Krappweis

Anónimo disse...

Dia da cor da vida! Linda foto!
Ernestina Santos

Anónimo disse...

É já tão raro encontrar tantas papoilas, que mais parece um quadro num hino à natureza.
Luísa Barbosa

Anónimo disse...

Adoroooooooo♥)))
Gina Filipe

Anónimo disse...

Lindo manto de papoilas.
Maria Madalena

Muñoz Bautista disse...

Precioso, linda foto y lindas palabras,
Saludos
Maribel M.B

Virgínia Machado disse...

Gosto tanto de papoilas mas são tão frágeis. Obrigada pela partilha