quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

É entrar ! É entrar!


Votos de entradas em 2015 com Saúde e Amor (All you need)
All you need is Love - Beatles

The show is over

The show is over - Petula Clark

Cai o pano sobre 2014. Na praça ecoa a sirene desesperada da tristeza enquanto um super palhaço voa no pensamento acampado no circo da vida onde procuramos o nosso verdadeiro papel. Disparados para um alvo incerto pelo canhão do espectáculo da crise aqui vamos nós num tiro sem rede e sem rumo no meio do nevoeiro de fim de ano em que “the show must go on” como anuncia um grupo de palhaços pobres a fazerem de palhaços ricos (ou será o contrário?). Riem enquanto vamos morrendo todos nas jaulas das feras orquestradas por domadores que já não sabem o que fazem. Não há brindes que cheguem para esconder esta campanha alegre e suicidária onde se morre a cantar. 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Looking for me?

Foto do palhaço Joseph. Joseph é filho de Carlitos Júnior que por sua vez é filho do célebre palhaço Carlitos que fez a alegria de muitas gerações.

O fascínio pelo Circo faz parte do mundo mágico das crianças e, o seu espectáculo, sempre fantástico, faz acender um brilho especial nos seus olhares.
Ontem resolvi voltar ao Circo como dantes. As cadeiras ocupadas estavam longe de corresponder ao esforço e ao trabalho brilhante de muita gente. No entanto a pouco e pouco deixei-me envolver pelo ambiente que acordou a criança que ainda há em mim. Afinal, quando crescemos, somos todos crianças a brincar aos adultos.
Quando saí trazia novamente no olhar as luzes do Circo.

Nota: agradeço a Carlitos Júnior (Circolandia) toda a amabilidade e disponibilidade para fotografar novamente as Luzes do Circo. 

Here am I

Foto do palhaço Joseph. Joseph é filho de Carlitos Júnior que por sua vez é filho do célebre palhaço Carlitos que fez a alegria de muitas gerações.

O fascínio pelo Circo faz parte do mundo mágico das crianças e, o seu espectáculo, sempre fantástico, faz acender um brilho especial nos seus olhares.
Ontem resolvi voltar ao Circo como dantes. As cadeiras ocupadas estavam longe de corresponder ao esforço e ao trabalho brilhante de muita gente. No entanto a pouco e pouco deixei-me envolver pelo ambiente que acordou a criança que ainda há em mim. Afinal, quando crescemos, somos todos crianças a brincar aos adultos.
Quando saí trazia novamente no olhar as luzes do Circo.

Nota: agradeço a Carlitos Júnior (Circolandia) toda a amabilidade e disponibilidade para fotografar novamente as Luzes do Circo. 

sábado, 27 de dezembro de 2014

Casa Vintém


A Casa Vintém é talvez a mais antiga casa comercial tradicional “ainda viva” nas Caldas da Rainha. A sua existência remonta ao final do Séc. XIX, altura em que vendia de tudo um pouco – integrando também uma mercearia. Hoje é apenas retrosaria e loja de tecidos mas continua com uma clientela fidelizada – atendida com desvelo pelo Sr. Francisco (numa das imagens) – herdeiro do primitivo proprietário, o Sr. João Lau (que era conhecido como João Vintém – no tempo em que tudo se comprava com aquela moeda). Situada na Praça 5 de Outubro (antiga Praça do Peixe), bem no centro da cidade, é revestida por azulejos Bordalo Pinheiro. Afinal um bem a acarinhar e preservar. 

Segredos doces

Nesta época de bolo-rei e de outros doces faz sentido uma imagem da actual frontaria da Cavacaria Machado – um baluarte da doçaria tradicional Caldense. Neste momento com obras à porta, foi a antiga Casa Fausta, das irmãs com o mesmo nome, cujas origens remontam ao século XVIII. A par das cavacas as trouxas-de-ovos são segredos doces bem guardados e transmitidos religiosamente através de muitas gerações.
A família real e as elites da transição dos séculos XIX e XX, vinham às Caldas mergulhar num mar de canastras de cavacas, pastelinhos de Marvão, queijinhos do céu, castanhas de ovos, lampreias, pão-de-ló de nata, lagartas, raivas, suspiros, beijinhos, esquecidos, Cacos, Manjares de Tornada, queijadas e trouxas.
Claro que trouxas há muitas (e muitos) mas as das Caldas são as genuínas cuja “fórmula” constitui segredo reservado de algumas famílias. Acresce que as trouxas-de-ovos são consideradas um dos doces do respectivo Top Ten nacional. Na minha modesta opinião estão no 1º lugar ex-aequo com o pudim Abade de Priscos.
Fica a sugestão de um dia de passeio e de trouxas-de-ovos nas Caldas da Rainha.  

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Todo o barulho do Mundo

Hoje, dia de Natal, o Blogue Heavenly não pode deixar de lembrar todos os que sofrem.


When I am laid on Earth (Purcel) - Jessye Norman

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Um homem no telhado

Quando fotografava estes edifícios fui surpreendido pelo aparecimento de um homem no telhado. Talvez a lembrar que dizem ser hoje que andará um outro homem pelos telhados a distribuir prendas pelas chaminés…
Up on the roof - Drifters

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Os jovens e o futuro do Mercado II

Ricardo Ferreira é um jovem produtor de Agricultura biológica que só recentemente vende na Praça da Fruta das Caldas da Rainha. As suas plantas aromáticas são um êxito.
É um exemplo do crescente interesse das novas gerações por um regresso à terra e à agricultura – mormente biológica. É também um sinal de esperança não só pela diversificação de produtos mas também por assegurar a continuidade da actividade das anteriores gerações naquele mercado.

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.

Faz-se também com as Pessoas.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Como dantes

Na esquina o homem das castanhas não vendia castanhas.
Enfarpelado com roupa grossa sofria o calor do assador e da tarde ensolarada - e as gotas de suor escorriam-lhe da testa.
Com ar preocupado interrogava-se certamente porque é que as pessoas não compravam como dantes.
Dava tempo para voltarem, certamente, ao pensamento as despesas que teria de enfrentar. Assegurar a comida, renda da casa, quiçá encargos com a família. Nada como dantes. 
As preocupações aumentaram as gotas de suor que lhe escorriam na tarde enevoada pelo fumo de castanhas assadas sem compradores como dantes.
Decidi retratar o homem das castanhas sem as castanhas.
Claro que depois comprei um pacotinho de castanhas assadas e quentinhas – como dantes. 

sábado, 20 de dezembro de 2014

D. Cristina

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.
Faz-se também com as Pessoas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Vida e as flores

D. Maria de Jesus, vendedora de flores no Mercado das Caldas. Apesar de ter sido operada recentemente ao estômago e agora ter dado uma queda que lhe deixou marcas no rosto mantém-se sorridente a vender, diariamente, os seus arranjos florais.

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.

Faz-se também com as Pessoas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Ventania no Mercado

D. Sandra Ribeiro. Vendedora na Praça da Fruta das Caldas da Rainha.

Como (mantendo a tradição) a Praça da Fruta das Caldas tem, desde sempre, apenas o céu por cobertura, os vendedores durante o Inverno sofrem diariamente o vento, o frio e a chuva que houver. Daí se falar ocasionalmente em mudar o Mercado para um espaço fechado noutro local. Estou convencido que se tal acontecesse a Praça já não existiria pois o principal atractivo face à ditadura das grandes superfícies é (para além de se comprar ao produtor) a abóbada celeste como cobertura. Uma solução poderia de facto passar por disponibilizar estruturas de venda mais confortáveis, menos expostas à intempérie e aquecidas.

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.

Faz-se também com as Pessoas.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Com estas mãos

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.
Faz-se também com as Pessoas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Os jovens e o futuro da praça da Fruta

Márcia é uma jovem agricultora vendendo os seus produtos na tradicional e diária Praça Fruta das Caldas da Rainha. É um exemplo do crescente interesse das novas gerações por um regresso à terra e à agricultura – mormente biológica. É também um sinal de esperança não só pela transmissão de saberes mas também por assegurar a continuidade da actividade das anteriores gerações naquele mercado. 
Afinal é o futuro da Praça da Fruta das Caldas da Rainha que lemos no sorriso da Márcia.

Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.
Faz-se também com as Pessoas.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O músico

Personagem representado por José Carlos Faria na peça “Kabaret Keuner” e outras histórias de Bertolt Brecht actualmente preparada pelo Teatro da Rainha e em cena há poucos dias no Porto. 
Nesta peça o Sr. Keuner transfigura-se em várias personagens no Cabaret da Vida em que vale tudo e a Verdade aparece na Mentira do lugar-comum.
O Teatro da Rainha com cerca 3 décadas de existência é uma prestigiada Companhia com projecção de âmbito nacional e internacional, tendo actuado em múltiplos países.
Caracteriza a companhia uma diversidade de escolhas, com uma incidência nas problemáticas contemporâneas historicamente relevantes, que se podem reconhecer na frequência de peças de Heiner Muller, George Tabori, Jean Christophe Bailly, Markus Kobelli, Joseph Danan e Thomas Bernhard, entre outros.
Esta frequência dos contemporâneos não descura no entanto a prática de pôr em cena os clássicos, com um afecto claro pelos clássicos populares como Gil Vicente, Molière, Marivaux, Goldoni, Strindberg e Pirandello . 

sábado, 13 de dezembro de 2014

O Palhaço pensativo

Personagem representado por José Carlos Faria na peça “Kabaret Keuner” e outras histórias de Bertolt Brecht actualmente preparada pelo Teatro da Rainha e em cena há poucos dias no Porto. 
Nesta peça o Sr. Keuner transfigura-se em várias personagens no Cabaret da Vida em que vale tudo e a Verdade aparece na Mentira do lugar-comum.
O Teatro da Rainha com cerca 3 décadas de existência é uma prestigiada Companhia com projecção de âmbito nacional e internacional, tendo actuado em múltiplos países.
Caracteriza a companhia uma diversidade de escolhas, com uma incidência nas problemáticas contemporâneas historicamente relevantes, que se podem reconhecer na frequência de peças de Heiner Muller, George Tabori, Jean Christophe Bailly, Markus Kobelli, Joseph Danan e Thomas Bernhard, entre outros.
Esta frequência dos contemporâneos não descura no entanto a prática de pôr em cena os clássicos, com um afecto claro pelos clássicos populares como Gil Vicente, Molière, Marivaux, Goldoni, Strindberg e Pirandello . 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Gangster


Ballad of Mack the Knife - Sting

Personagem representado por José Carlos Faria na peça “Kabaret Keuner” e outras histórias de Bertolt Brecht actualmente preparada pelo Teatro da Rainha e em cena há poucos dias no Porto. 
Nesta peça o Sr. Keuner transfigura-se em várias personagens no Cabaret da Vida em que vale tudo e a Verdade aparece na Mentira do lugar-comum.
O Teatro da Rainha com cerca 3 décadas de existência é uma prestigiada Companhia com projecção de âmbito nacional e internacional, tendo actuado em múltiplos países.
Caracteriza a companhia uma diversidade de escolhas, com uma incidência nas problemáticas contemporâneas historicamente relevantes, que se podem reconhecer na frequência de peças de Heiner Muller, George Tabori, Jean Christophe Bailly, Markus Kobelli, Joseph Danan e Thomas Bernhard, entre outros.
Esta frequência dos contemporâneos não descura no entanto a prática de pôr em cena os clássicos, com um afecto claro pelos clássicos populares como Gil Vicente, Molière, Marivaux, Goldoni, Strindberg e Pirandello . 

A Estrela III


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

By the Ocean


Mistérios da alma

Retrato de rua. Foto desencadeada pela conjunção da expressividade da figura – exaltada pelo ângulo – e do anúncio que atrás surge. O personagem parece bradar aos céus para que estes concedam a sua bênção apaziguadora do sofrimento humano. Quiçá que as nossas almas não sejam prejudicadas por eventuais negócios menos saudáveis para os espíritos. Obviamente que outras leituras são possíveis e agradeço comentários com outras interpretações.

The time of the preacher - Johnny Cash

domingo, 7 de dezembro de 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

As Pessoas valem muito

Ontem no decurso de mais uma sessão fotográfica no Mercado das Caldas da Rainha fui confrontado com este Senhor que se me dirigiu para desabafar sobre o sofrimento que a sua grave doença lhe provoca.
Confessou-me que também a sua mulher tinha gravemente adoecido e que estava muito preocupado com ela porque - “As Pessoas valem muito”!
Para além de o tentar confortar terminei a sessão fotográfica com este retrato porque senti-o como um grito. Um grito de solidariedade para com as Pessoas que, anonimamente, sofrem mesmo ao nosso lado.

Porque as Pessoas valem muito.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

People among us III

D. Joaquina Ramos.
Série de retratos de Vendedores da tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha - na sequência de outros já publicados.
Pretende-se fazer simultaneamente recolha e homenagem às Pessoas.
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.
Faz-se também com as Pessoas.


sábado, 29 de novembro de 2014

I asked for Love

I asked for Love - Lisa Gerrard

“O que torna Árgia diferente das outras cidades é que em vez de ar tem terra. As ruas estão completamente cobertas de terra, as salas cheias de argila até ao tecto, sobre as escadas assenta outra escada em negativo, por cima dos telhados das casas pairam camadas de terreno rochoso como céu com nuvens. Se os habitantes poderão andar pela cidade alargando os cunículos dos vermes e as fendas em que se insinuam as raízes, não o sabemos: a humidade quebra os corpos e deixa-lhes poucas forças; convém que fiquem quietos e deitados, de tão escura que é. De Árgia, cá de cima, não se vê nada; há quem diga: “É lá em baixo” e só nos resta acreditar; os lugares são desertos. De noite, encostando o ouvido ao chão, às vezes ouve-se bater uma porta.” (Italo Calvino in “As cidades Invsíveis”)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sketches from the beach VIII

Com esta série de imagens, com grandes espaços e pequenas silhuetas, tentei com pouco expressar o muito que representa a praia e o mar – mormente o ambiente mágico dos fins de tarde em que os planos sucessivos e a profundidade são essenciais.
Também uma homenagem ao grande autor de banda desenhada: Hugo Pratt, criador de Corto Maltese, com um estilo dirigido à simplificação, que dizia: “Queria chegar a dizer tudo com uma linha”. De facto as suas histórias apresentam-se com um grafismo muito próprio, e de grande beleza, onde se inscrevem traços simples precisos e delicados. 

domingo, 23 de novembro de 2014

Sketches from the beach VII

Com esta série de imagens, com grandes espaços e pequenas silhuetas, tentei com pouco expressar o muito que representa a praia e o mar – mormente o ambiente mágico dos fins de tarde em que os planos sucessivos e a profundidade são essenciais.
Também uma homenagem ao grande autor de banda desenhada: Hugo Pratt, criador de Corto Maltese, com um estilo dirigido à simplificação, que dizia: “Queria chegar a dizer tudo com uma linha”. De facto as suas histórias apresentam-se com um grafismo muito próprio, e de grande beleza, onde se inscrevem traços simples precisos e delicados. 

sábado, 22 de novembro de 2014

Sketches from the beach VI

Com esta série de imagens, com grandes espaços e pequenas silhuetas, tentei com pouco expressar o muito que representa a praia e o mar – mormente o ambiente mágico dos fins de tarde em que os planos sucessivos e a profundidade são essenciais.
Também uma homenagem ao grande autor de banda desenhada: Hugo Pratt, criador de Corto Maltese, com um estilo dirigido à simplificação, que dizia: “Queria chegar a dizer tudo com uma linha”. De facto as suas histórias apresentam-se com um grafismo muito próprio, e de grande beleza, onde se inscrevem traços simples precisos e delicados. 

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sketches from the beach V

Com esta série de imagens, com grandes espaços e pequenas silhuetas, tentei com pouco expressar o muito que representa a praia e o mar – mormente o ambiente mágico dos fins de tarde em que os planos sucessivos e a profundidade são essenciais.
Também uma homenagem ao grande autor de banda desenhada: Hugo Pratt, criador de Corto Maltese, com um estilo dirigido à simplificação, que dizia: “Queria chegar a dizer tudo com uma linha”. De facto as suas histórias apresentam-se com um grafismo muito próprio, e de grande beleza, onde se inscrevem traços simples precisos e delicados. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Sketches from the beach IV

Com esta série de imagens, com grandes espaços e pequenas silhuetas, tentei com pouco expressar o muito que representa a praia e o mar – mormente o ambiente mágico dos fins de tarde em que os planos sucessivos e a profundidade são essenciais.
Também uma homenagem ao grande autor de banda desenhada: Hugo Pratt, criador de Corto Maltese, com um estilo dirigido à simplificação, que dizia: “Queria chegar a dizer tudo com uma linha”. De facto as suas histórias apresentam-se com um grafismo muito próprio, e de grande beleza, onde se inscrevem traços simples precisos e delicados. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

"O Senhor dos Livros"

Hermínio de Oliveira é uma figura das Caldas da Rainha. Um Alfarrabista que ama os livros e a Cultura. Sobre ele escreveu João B. Serra (Álbum de Figuras Caldenses 1990/1991 de Vasco Trancoso) um texto do qual se extraíram os seguintes excertos:

“Este homem transbordante parece ter sido destinado a trazer até nós o admirável mundo perdido das aristocracias operárias. Hermínio de Oliveira herdou, e participou, num tempo em que tipógrafos, chapeleiros, sapateiros, oleiros, etc. se associaram paras os mais variados fins, humanitários, mutualistas, sindicais, desportivos, de instrucção. Acreditam e praticam a solidariedade, admiram as almas generosas, foram tocados pela tradição anticlerical, têm o culto dos heróis cívicos e ouvem a voz da Pátria, com a qual não recusam admitir que se emocionam.”… “ Hermínio Martins de Oliveira, nascido em 1926, sabe como ninguém colocar-nos em contacto com esse mundo…”…” A sua loja, mais do que um local de trabalho, é não só uma relíquia viva duma época irremediavelmente desaparecida, como uma mesa hospitaleira e calorosa de convívio.”…”Este autodidacta., que ficou órfão de pai aos 9 anos, acumulou saberes acerca de quase tudo”… “É uma inesgotável fonte de conhecimentos, que permanentemente nos surpreende…” …” Mas o seu amor aos livros faz com que muitas vezes oculte a existência de um livro só porque ainda o não leu…”…” Foi alfaiate, quis ser jornalista, vendeu antiguidades e tintas, foi vereador depois de Abril e deputado ao tempo do bloco central.”…”Recusa-se a ganhar dinheiro nos negócios. Tem amigos, não tem “conhecidos””... “Tem o prazer e a coragem de viver como gosta.”

terça-feira, 18 de novembro de 2014

D. Guilhermina

Também neste caso não há duas sem três. De facto trata-se de uma sequência de três retratos que é também uma homenagem às três vendedoras mais idosas do célebre Mercado das Caldas da Rainha.
A D. Guilhermina é uma quase nonagenária que vende os seus produtos hortícolas na tradicional Praça da Fruta das Caldas da Rainha. Tal como a D. Assunção e como a D. Rosa. Todas residentes no Concelho onde é realizado o mercado. Pertencem à geração de vendedores/produtores mais antigos que vendem na Praça (começaram entre os 7 e 18 anos).
A Praça tem uma enorme importância (e mais-valia) histórica e uma originalidade que advém da sua cobertura celeste. Mas a Praça não se faz apenas com o empedrado do tabuleiro e com a pontualidade do céu aberto.

Faz-se também com as Pessoas.