terça-feira, 2 de junho de 2009

Recanto


Neste recanto, debaixo do sussurro das folhas luminosas, animadas por uma brisa cálida, cheira a feno e há um manto esplendoroso de malmequeres amarelos.
Podíamos organizar aqui um piquenique como quem começa algo que afinal já teve início há muito tempo e não há maneira de fazer parar.
Como o gosto dos morangos e dos teus beijos sobre a toalha do nosso encantamento.
Como a sede do nosso abraço.
E assim ficamos muito tempo em silêncio.
VT

Love Theme from Blade Runner – Vangelis

6 comentários:

Isabel disse...

Que perfeita Maravilha!
bj
isabel caixinha

VT disse...

Olá Isabel!
Obrigado mais uma vez pela simpatia e pela sensibilidade que as tuas palavras revelam.
O recanto da foto está situado em frente à lagoa de Óbidos e junto à casa em ruínas que já apareceu num "post" anterior. Há sempre muitas coisas interessantes à nossa volta à espera de serem (re)descobertas.
Bj
Vasco

Isabel disse...

Olá Vasco
Não tens que agradecer,eu é que sinto que tenho que o teu Blog é um verdadeiro prazer...nem sei para onde me hei-de voltar!
Conheço a zona bem, e a casa em ruínas tambem (quando em Portugal moro nessa encosta) mas desconhecia este Recanto .O meu filho conheçe essa casa por " Casa da brucha" ...pertence ás memórias dele dos episódios das férias!
Bj
isabel

Anónimo disse...

Detive-me neste “ Cenário”…pela sua essência bucólica, romântica, pela magia da palavra “piquenique” e recordei…
“ Desligou o computador, vestiu o casaco, fez uma festa na cara da secretária solidária, “ Vá Drª, a família é mais importante…Eu também vou…A estrada, o jantar, a ajuda nos TPC da filha, o breve resumo do dia: “correu tudo bem?” “agora dorme”, o aconchegar dos lençóis e o beijinho de boa noite; a surpresa contente do marido, as mãos dele gulosas, a esquiva dela, gentil mas não risonha, “ depois…temos de falar”. Outras horas extraordinárias. Também de graça. Mas que talvez devolvessem a graça à vida deles, permitindo-lhes viver de novo horas extraordinárias! Ou minutos. Até segundos aceitaria. Tudo menos aquele deserto que a empurrava para o seu local de trabalho. Fora de horas…"
Pois é…como na vida louca que levamos, a nostalgia de um “piquenique” pode ser tão real…
A bonita toalha axadrezada, em sintonia com o décor do cesto, meticulosamente preparado para dois…diante do olhar enternecido das formigas, em fila no seu carreirinho…
Parabéns pela sensibilidade e inspiração deste post.
FC

Excerto de “O Amor é…” de Júlio Machado Vaz (ligeiramente adaptado por mim)

VT disse...

Obrigado FC! Embora com algum atraso não posso deixar de agradecer, vivamente, todas as suas intervenções pois, desde o início, têm constituído um contributo precioso neste Blog - quer pela qualidade quer pela oportunidade dos comentários. A casa é sua e volte sempre que entender.
Obrigado.
VT

Anónimo disse...

Pois é,o "RECANTO" que ENCANTA,
não conheci este, mas tive o prazer de ter conhecido outro, embora já sem toalha axadrezada...:)
Obrigada.
AC