quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Walk in silence

O silêncio de uma árvore viva que se debruça de braços abertos
Uma árvore morta transformada em banco vazio
Sempre iguais no espaço
Simplesmente estão
Serenidade
Pássaros
Vento
Sinais
Lugar
Eu
Todos
Porta aberta no Universo

From Gardens Where We Feel Secure - Virginia Astley

9 comentários:

M disse...

Pois... faltava isto para lavar a alma de hoje. Perfeito!

Anónimo disse...

Silêncio-Beleza-Serenidade...

Linda imagem,
Lindo poema,
Linda música.

Como sempre,um extraordinário fio
condutor percorre todo o post.

E,agora,vou ouvir a música novamente...enquanto contemplo a foto...(onde consta uma das árvores que também fotografei-sem esta mestria-).Agradeço o momento.
RP

J J disse...

A imobildade nem sempre é serenidade...
Não é para mim serenidade que esta foto reflecte, há algo de inquietante nesta imagem..

Anónimo disse...

No silêncio dos olhos

Em que língua se diz, em que nação,
Em que outra humanidade se aprendeu
A palavra que ordene a confusão
Que neste remoinho se teceu?
Que murmúrio de vento, que dourados
Cantos de ave pousada em altos ramos
Dirão, em som, as coisas que, calados,
No silêncio dos olhos confessamos?

José Saramago, in Os Poemas Possíveis

FC

Anónimo disse...

O poeta trabalha!... a fonte pálida
guarde talvez fatídica tristeza...Que
importa? A inspiração lhe acende o verso
tendo por musa – o amor e a natureza!

Aves de arribação-Espumas flutuantes
Castro Alves

MV

Pereira da Silva disse...

tenho por esta araucária um profundo respeito...de muitos namoros meus foi cúmplice...e, que me conste, das minhas promessas ninguém nada lhe sacou... para além dum sorriso meigo
pereira da silva

VT disse...

Para além de agradecer o contributo de todos mais uma vez é interessante constatar as diferentes interpretações em cada post - de pessoa para pessoa. Há sempre uma natural apropriação da imagem que é feita pelo observador que a vai "filtrar" consoante a sua sensibilidade e até os seus próprios "fantasmas".
De facto uma imagem a preto e branco e muito contrastada pode ser sentida como mais "dramática". Esperei dias que uma nuvem surgisse por detrás da araucária de modo a obter o contraste ideal para os ramos. Esteve prevista outra "banda sonora": "Atmosphere" dos Joy Division. Só que concluí que iria tornar tudo muito mais "pesado". O tema da V. Astley, até por efeito de contraponto, poderá evocar melhor a inquietação que o JJ fala.
D. Lynch acentua a aura de inquietação e místério nos seus filmes precisamente com canções quase de embalar...
Bem hajam
VT

Anónimo disse...

....Logo,o JJ tinha razão e,salvo melhor opinião,Castro Alves e a "fatídica tristeza",também.Mas "Que
importa? A inspiração lhe acende o verso
tendo por musa – o amor e a natureza!".Creio ser este o sentimento do autor do post e da excelente escolha musical-perfeito "pano de fundo" ao texto!
MV

josepha disse...

O banco lembrou-me este provérbio Árabe:

"A árvore quando está sendo cortada observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira"