quarta-feira, 8 de julho de 2009

Dunas

Dunas
(Eugénio de Andrade)
É o mar do deserto, ondulação sem fim das dunas, onde dormir, onde estender o corpo sobre outro corpo, o peito vasto, as pernas finas, longas, as nádegas rijas, colinas sucessivas onde o vento demora os dedos, e as cabras passam, e o pastor sonha oásis perto, e o verde das palmeiras se levanta até à nossa boca, até à nossa alma com sede doutras dunas, onde o corpo do amor seja por fim um golo de água.

In dreams – Roy Orbison

3 comentários:

Isabel disse...

In dreams...numa nuvem côr de rosa!
Bjs

São Caixinha disse...

Que lindo...tudo!
Bj
São

Anónimo disse...

Parece que ela (nuvem), ficou ali á espera de alguem que a podesse tornar mais bela...hummm esta cor meio rosa/meio fogo, fascina...and i dream...
AC