sexta-feira, 6 de novembro de 2009

The secret life of plants

Casta Diva, che inargenti queste sacre antiche piante, a noi volgi il bel sembiante senza nube e senza vel... Tempra, o Diva, tempra tu de’ cori ardenti tempra ancora lo zelo audace, spargi in terra quella pace che regnar tu fai nel ciel...

Casta Diva (from Norma / Bellini) - Angela Gheorghiu

7 comentários:

Mª Angeles y Jose disse...

Tienes un blog con unas bonitas fotos, paisajes precioso y coloridos.

Besos

amatamari© disse...

Ah magnifica!

Anónimo disse...

Bonita fotografia de musgos na qual destaco o Pontilhismo maravilhosamente conseguido.
Maravilhosa é também esta famosa Ária de V.Bellini.
No sec.XIX existiram teorias sobre a fusão da música e da pintura que chegaram a concretizar-se.G.Seurat chegava a frequentar círculos de literatos e artistas para troca de opiniões.Na época a pintura do mestre do Pontilhismo foi,
frequentemente, incluída na que seria proclamada de uma "arte Wagneriana".
RP

alice atras do espelho disse...

Um bela fotografia de “profundidade” ctónica em tons quentes, tal como o interior do chão que pisamos todos os dias e nos esquecemos disso. É uma imagem não óbvia e isso pode ser incomodativo para algumas pessoas, pois de forma geral apenas queremos ficar à superfície das coisas, e aqui VT mostra-nos que existe uma “vida secreta” em sítios mais “escuros” e menos acessíveis. Parabéns pela imagem e momento mais reflexivo acompanhado de uma música celestial (contrapondo de certa forma a imagem).

Bjs do outro lado

VT disse...

Para além das calorosas boas vindas a Mª Angeles e José que para além de comentarem pela 1ª vez têm um Blogue muito interessante e que se recomenda, agradeço ainda as palavras importantes de Amatamari, RP e Alice.
De facto trata-se de uma experiência quase provocatória.
Todos os géneros de fotografia merecem atenção desde que apresentem qualidade QB. Desde os fotógrafos do "glamour" e das paisagens etéreas até aos repórteres de guerra, de denúncia social, os fotógrafos poetas e criativos, os que interpretam ou "denunciam" aspectos sociais, ", os que se dedicam a catástrofes ou especializados no crime (p. ex. Arthur Fellig que usava o pseudônimo Weegee, foi um dos precursores do fotojornalismo, retratando até à exaustão uma parte da vida que a sociedade queria ignorar).
E esta fotografia, de facto, é "interpretativa". Ou seja em vez de contemplar apenas a beleza do mundo vegetal tenta ver outra face. As plantas são os seres vivos mais antigos do planeta (e provavelmente os únicos que poderão sobreviver a uma eventual extinção do mundo animal). Em silêncio, quase misterioso, desenvolvem, em ritmo lento e pouco perceptível no dia a dia, uma estratégia de sobrevivência assente en rituais exemplares. Conseguem encontrar modos de vingarem na terra e no mar debaixo de condições climáticas extremas. São seres admiráveis não apenas pelas cores e exuberância paisagística que proporcionam. Daí ter optado por uma foto monocromática e escura acentuando uma "micropaisagem" quase surreal a lembrar-me alguns quadros de um dos meus pintores preferidos: Max Ernst.
Bem hajam
VT

Anónimo disse...

Apesar de um pouco atrasada,não poderia deixar de comentar este post,marcado por um inspirador e magistral sentido de inspiração.
Não lembraria,à primeira vista,associar os musgos nesta imagem cor de prata inundados pela luz do luar,a Norma que se dirige a Luna,nesta admirável e melodiosa prece,Casta Diva.
Não me suscitou provocação este post,antes,me soou a uma pureza e sensiblidade admiráveis,o génio do OLHAR do fotógrafo e do melómano.
MV

RuiCorreia disse...

e um título respeitabilíssimo: send one your love.